Pensar Imigração

A Imigração constitui um problema social | A imigração é benéfico para o Mundo?

Vamos lá…

Sidex

A. Barros

Mas afinal o que é Migração? Quem são, de onde vêm essas pessoas? A “verdade “é que, no grosso modo, somos todos migrantes ou já fomos no passado, quando digo nós quero dizer também a nossa genes[Seres Humanos].

A migração constitui  para a Europa, enfim para todo  o Mundo, umas das únicas saída para o Crescimento e Desenvolvimento das sociedades, pois com a população ativa e não só ( a título de exemplo: Aquelas pessoas que já foram empregadas e que muito brevemente passarão a beneficiar das suas contribuções, i.e., a reforma, pensão de velhice, e , acarretarão, como é óbvio um conjunto de despesas que o Estado terá que  as suportar) cada vez mais envelhecida, será preciso reunir capital humano para dar respostas a certos carências sociais, pois esse representa as forças motoras para o avanço rumo a  um futuro mais próspero e solidário. Que pode ter a longo prazo, se nada for feito em contrário, um efeito bastante contagioso. E pessoalmente, acredito ser, tecnicamente difícil de inverter essa tendência por várias razões. A maioria dos países europeus, não conseguem manter os atuais níveis sociais (Estado Social onde o Governo prevê certos acessos aos bens públicos, tendencialmente gratuitos ou a muito baixo custo ); as despesas com a saúde consome uma importante parte da riqueza dos Estados Membros da UE; por exemplo, em Portugal representa entre 10 a 15% de toda a riqueza que se produz no país (PIB) mas a ideia é: Todo o dinheiro gasto com a saúde vem de algum lado, pois faz parte da despesa agregada do Estado e quem os paga são as pessoas empregadas (população ativa), os jovens, os imigrantes [Contribuintes] etc. Agora vejamos: Já há mais 60% da população em Portugal consideradas idosas, e grande parte dessas estarão, de certeza, a beneficiar das pensões sociais, reformas por velhice, e outros apoios sociais, contundo o problema não é apenas isso porque essa camada da faixa etária mais vulnerável, tem vindo a aumentar em números galopantes, nos próximos anos esse número continua a aumentar, cada dia, mais e mais…

Vejamos: se perguntássemos quantas pessoas nascem todos os dias, ou melhor a pergunta é: A natalidade compensa a mortalidade? E, a questão da longevidade, qual o seu efeito na despesa pública? Quantos filhos por casal espera-se ter? Ora bem, são um conjunto de ideias que deveríamos questionar antes de discriminar a imigração. Pensar imigração!

Conforme questionei, no segundo paragrafo deste texto, é realmente importante não se esquecer que esse fenómeno “Imigração” é muito mais do que simplesmente mobilidade de pessoas. Os demónios de olhos azuis, conforme disse, o Sr. Presidente do Brasil, Lula da Silva, numa entrevista dada a um jornal brasileiro, quando ainda era o Presidente, sobre os problemas que então abalava o mundo – a crise;É realmente importante perceber que quem sempre paga as consequências são os mais fracos (Pobres, Imigrantes, Pensionistas etc – Os mais vulneráveis)…E, porque não responsabilizar os Srs que tomaram as más decisões políticas?  porque não responsabiliza-los pelas suas incompetências e suas ignorâncias? A população Imigrante, corresponde mais ou menos a 5% de toda a população Europeia, ( I.e., Alemanha: cerca de 12% são Imigrantes ( População total 89 Milhões: censo-2010) ; Portugal – 5% ou perto de 500 000 pessoas)) mas então que influencias tem essas pessoas no ambiente de milhões e milhões de pessoas (95%), o problema é sempre o mesmo, são os mais fracos, logo são elas que criam instabilidades sociais e dificuldade no acesso ao emprego e outras coisas igualmente de negatividade social. É falso e injurioso essas declarações e sem fundamentos…

…Não conhecemos as nossas histórias, o nosso passado, o nosso percurso pelo mundo até hoje, por isso somos o que somos e agimos em função das nossas ignorâncias, nunca paramos para pensar a razão pelo qual a coisas são como são…

As pessoas que constituem hoje, o nosso mundo, são “pessoas Humanas” e com necessidades como todos as outras. Todos nós precisamos de nos alimentar, ter uma família, passear, ter logicamente um espaço onde viver etc. A mobilidade dos humanos, aconteceu já há uns milhares de anos, passando desde a África a Europa e de índia a as Américas.

A França, Inglaterra, Portugal, e o próprio EUA deveriam parar e pensar a Imigração, porque nos EUA não existem (nunca existiram) povos indiginos, ou seja, povos a qual não conhecemos outra origem, ou melhor que só foram encontrados lá e em nenhuma outra parte do mundo. Daí que, a meu ver, somos muito mal-educados, pois ofendemo-nos a nós próprios sem dar por ela.

A imigração deverá acontecer, basta ver que, segundo dados da EUROSTAT, a Europa precisará, nos próximos 40 Anos, de mais de 50 000 000 de imigrantes: e então, pode-se perguntar: Tanta gente para quê? Pois lá está, é isso que é preciso responder ponderadamente e inteligentemente! Porque é preciso gente nova para desenvolver o País, (quanto mais não seja, os trabalhos que a maioria (nacionais) não quer fazer, mas alguém de certeza terá que o fazer), coisa que o Velho Continente não teve (há pessoas sem qualificações academico-professional mas não querem fazer certos tipos de trabalhos) e que vai gradualmente perder um espaço, mesmo com os incentivos a natalidade implementadas em todos os Estados Membros da União Europeia (EMUE). Facto curioso é que, os incentivos a natalidade, são nada mais, nada menos aproveitadas quase que por inteiro pela população imigrante (relação %), pois os jovens cidadãos europeus (CE) não tencionam ter mais do que 1 filho por casal e normalmente, se acontecer é porque acontecerá muito tarde, cada vez mais tarde, ou seja, a volta dos 30 anos, para já.

Qual é o compromisso do Estado.

O Estado é uma Empresa pública que só consegue levar a cabo as suas politicas se existirem contribuições individuais (população ativa = contribuintes) e colectivas (Empresas), No entanto se a população está cada vez mais envelhecida e se os nacionais não querem ter filhos, teremos então que, das duas uma (o Estado): Acabar com certas políticas sociais, uma delas, passa, efectivamente, para a redução directa dos apoios com a Saúde, através de cortes de medicamentos subsidiados, e redução, ou, eventualmente, cortes totais nos apoios aos mais carenciados para os tratamentos de saúde (Por exemplo: Doenças pulmonares, diabetes, problemas respiratórias, doenças precoces, fecundação in vitro, problemas motoras e outras, e o bem-estar em geral; a outra, passará, definitivamente, por abrir portas a imigração, no sentido de elas poderem contribuir para que o Estado possa ter algumas margens de disponibilidade financeira que o permita, assim, aguentar ou prolongar o Estado Social.

Vejamos um exemplo de um Estado Membro da União Europeia: A Itália.

A Itália, um grande país e um lindíssimo paraíso terrestre, tem uma população emigrada correspondente a 60 000 000 de pessoas em várias pontas do Globo (Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos da América etc.) Este país membro fundador União Europeia que ainda pertence  o espaço schegen (livre transito de Pessoas entre os Estados pertencentes) reclama, através dos seus nacionais, que o problema do desemprego poderia ser resolvida se não existisse imigração naquele país. Agora vamos ver se percebemos uma coisa: Vive em Itália por volta de 60 303 800 habitante (Censo:2009). Analisemos então o seguinte: Conforme vimos anteriormente, existem quase o mesmo número de italianos a viverem fora do seu país (60 Milhões de pessoas emigrada); vamos assumir o seguinte: já que eles (Italianos) não querem lá imigrantes (pessoas de outras nacionalidades a viver, trabalhar em Itália). Os países (Países referenciados) acolhedores da imigração italiana decidirem fazer o mesmo que eles, ou seja, “repatriar” todos os cidadãos Italianos para o país de origem: O que poderia acontecer ao desemprego em Itália [obs: 8,7 é % de desempregados em Itália-Jan:2011] se o País passasse a ter o dobro da população, ou seja, cerca de 120 000 000 de pessoas?

Qual seria a situação das pessoas face ao emprego? E, como seriam partilhados as riquezas nacionais para tantas pessoas?

É melhor não responder certas questões que aqui abordei porque podem, por vezes, não reflectir aquilo que os cidadãos esperavam, ou melhor, a verdade dos números talvez será deturpadas…O facto é que quando puxamos “brasas para as nossas sardinhas” teremos que garantir que isso nos serve mesmo, porque se for para nos prejudicar numa outra ocasião, talvez é melhor não arriscar e, calma lá, alto lá para o baile!

Com mais 120 000 000 habitantes, a Itália estaria de certeza, de noite para o dia, num país do terceiro mundo, pois teríamos o desemprego em números nunca visto; pelo menos 30% da população estaria no linear da pobreza ou em situações extremas da vida. Mas como digo, são números simplesmente e, por vezes não correspondem linearmente a realidade, de tal maneira que, mesmo considerando cenários optimista ainda assim, haveriam problemas incontornáveis para a Economia do país e este poderia tornar num País muito vulnerável, claro que existem milhões de Italianos, que conseguiriam perfeitamente inverter a tendência de desemprego e outros problemas da Economia, nomeadamente Economia do terceiro sector, uma vez que, os Italianos na diáspora, são geralmente consideradas pessoas não como imigrantes comuns mas sim pessoas que procuram luxos na vida, pessoas que fogem do seu país por perseguição político-social e que procuram outros países por motivos extras…

Quem diz Itália, também não terá problemas em mencionar outros países, por exemplo: Portugal; França; Espanha; etc. Basta conhecer um bocadinho da história da migração desses países para que nos possamos ter uma percepção próxima da realidade.

O problema de imigração é já algo muito complexo porque envolve um conjunto de conceitos, desde questões mais racistas a problemas estruturais de uma determinada Nação. Um exemplo disto, é quando vemos mobilidade de pessoas dentro do mesmo território (Imaginemos que os Açorianos queiram vir para o Continente, a procura de Oportunidades de Emprego: se conseguir é porque este está a “roubar” trabalhos aos portugueses (continente) Ambiente pessimista). Isto para dizer que somos de facto, poucos coerentes nas análises individuais e na forma como nós desencadeamos certos comportamentos – razão pelo qual agimos.

Parece-me que, a forma pelo qual agimos, perante este conceito (Imigração) depende sobretudo, da educação; do conhecimento enfim, pelo facto de somos ainda um ser extremamente ignorante e demasiadamente cruel connosco próprios e isso na influência na forma como agimos.

Nota: Este texto foi escrito de acordo o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa ( em adaptação).

Autor: Adérito Barros, 04/02/2011

Licenciado em Enterprise Management e Especialista em Banca&Seguros:

Adérito Barros Sou cabo-verdiano, vivo actualmente em Portugal e Tenho vindo a estudar, no disígnio das Investigações Académicas, e contribuir de uma forma ativa, com importantes ações para os Países Menos Avançados – Cabo Verde.
Todos os textos apresentados, correspondem inteiramente a Investigaçao a título de original, pelo que, dados a esses fatos, a inteção será dar a conhecer a todos, um príncipio que disciplina conteudos para reflecção académico-cientifico no domínio das áreas das Ciências Sociais.

One comment on “Pensar Imigração

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