Investigação

O Impacto da Crise Internacional nas Economias dos P.E.D. (Países em via de desenvolvimento) – Cabo verde.

1. Uma breve análise da crise mundial

Foi, provavelmente, no primeiro semestre do ano 2007 que arrebentou a Crise nos Estados Unidos de América (EUA). Como todos sabemos, tudo isso começou com os “Suprimes”, aliás, tecnicamente, começou após a Reserva Federal de EUA (Banco Central EUA), começar a praticar  políticas monetárias onde as taxas juros eram cada vez mais baixos, de modo a incentivar uma maior procura no mercado do Imobiliário; acontece que, houve uma procura brutal e um aumento substancial das vendas (diria mais do proporcional), devido a facilidade da obtenção do crédito junto das Instituições Financeiras etc.

 

Rapidamente espalhou-se por várias áreas da Economia Nacional: Falências de gigantes Instituições Bancárias; Aumento brutal do desemprego; Acumulação de misérias astronomicamente; A pobreza tornou-se mais do que alarmante etc. Mas o problema não foi só esses (Mais a frente darei a continuidade a esta ideia). O Mundo vive cada vez mais próximo economicamente (Economia do tipo muito Aberta ao Exterior, i.e. por exemplo, Portugal tem um grau de abertura próximo dos 80%  e  Cabo verde apresenta ainda uma abertura mais rígida, devido a sua fraca produtividade e a não existência de grandes indústrias nacionais), dai que os efeitos/causas são, previsivelmente, sentidos por todos os países envolventes, mas sobretudo aqueles países com que este partilha as suas transacções económico-financeiras.

A Europa (Euro 17) sofreu de imediato os efeitos controversos da conjuntura económica, de tal maneira que, a Comissão Europeia (CE), através dos assuntos económicos, tomou a consciência de que seria necessário um conjunto de medidas severas para diminuir o efeito contagioso proveniente de uma das maiores Economias do globo (EUA). As medidas terão sido tomadas, independentemente, pelos Estados Membros da União Europeia (EU). O objectivo seria minimizar o impacto da crise sobre as Economias Nacionais dos Estados Membros, mas a verdade é que, os países membros continuavam a apertar a corda, cada dia,  um bocadinho mais, mais e mais…

Em 2008, previa-se que a crise mundial teria o seu pico máximo, contudo  a verdade é que isso nunca aconteceu, pois houve reforços atrás de reforços de capitais por parte dos Estados Membros; aumento recorde de trabalhadores a serem despedidos diariamente, como se não bastasse,  muitas empresas  (Grandes empresas – multinacionais) entraram na insolvência técnica e , por outro lado, deixaram mesmo de laborar no mercado, tal como outras grandes empresas em que entraram em regime de lay-ou, porque as encomendas e as vendas caíram abruptamente, dado ao facto de os clientes (empresas) não conseguirem escoar os seus produtos, logo não justifica fazer encomendas as estas grandes produtores.

Estaríamos perto do fim, quando se preparava para aquele que seria um outro ano dificílimo para a recuperação da economia global: Ano 2009. Muitos Estados Membros passaram por recessões económicas profundas; houve intervenção do Fundo Monetário Internacional, juntamente com fortes medidas de austeridades implementados pelos países em causa e , mais ainda, o Banco Central Europeu (BCE) a pressionar para que países como a Grécia, Irlanda, Portugal entre outros Estados Membros que recorressem aos Fundos Europeus para revitalização da Economia e para a Estabilização da Zona Euro (EURO17).

Acaba o ano de grandes sacrifícios, vamos as contas a vida: Parece que o mercado internacional finalmente está com alguns sintomas de efeitos contraditórios da crise internacional. A Grécia, estaria, portanto a equilibrar o deficit orçamental; A Irlanda, recorreu a ajuda do FMI e de BCE e Portugal finalmente, conseguiu baixar o deficit e a dívida pública, ainda que, não conseguiu atingir os níveis esperados. Apesar disso, a dívida soberana portuguesa continuou a negociar-se a nível muito baixo  e o financiamento no mercado de capital internacional (Financiamento esse que são concedidos aos Instituições Financeiras e grandes empresas)  a uma exigência de extremamente alta. Portanto, isto demonstra que, efectivamente, existem desconfianças patentes entre as grandes economias. Há cada vez mais dificuldades na obtenção de créditos, ainda que, a uma taxa muito elevada, e, tudo isso tem as suas consequências, como é óbvio;  desde logo porque faz com os Bancos Nacionais não estarão dispostos a conceder créditos a qualquer um, i.e. concede créditos aquelas pessoas com menor risco possível de não cumprirem com as suas obrigações e a uma exigência contratual demasiadamente rígida, e, quando isso acontece,  é porque o spread a negociar será elevado, ou seja, a margem do lucro  sobre os empréstimos concedidos são tendencialmente mais maior  – Uma medida preventiva, até porque segundo um estudo publicado, a tempos, demonstra que o crédito mal parado tem vindo a aumentar para números alarmantes em todos os países, razão justificadas claramente com os excesso de crédito das famílias (Em média cada família Portuguesa tem 7 créditos, em cabo verde não é, para já uma muito grave, mas entendo que a longo prazo poderá vir acontecer tal como em Portugal) e, evidentemente, que o desemprego, a diminuição do poder de compras através dos aumentos dos impostos com efeito directo e o surgimentos de novas taxas, aumento do IVA etc… implicarão, por outro lado, um esforço enorme nas famílias e nas Pequenas e Médias Empresas (PME´s) até um ponto em que se comece a aparecer as dificuldades e não poderem cumprir com os seus deveres – há dívidas.

 

2. Um foco especial para Cabo Verde – causa e efeito da crise

Agora, o problema consiste em saber porque analisar tudo isto, quando  eu poderia, imediatamente, falar de dos Impactos que a Crise Internacional poderá ter no processo de desenvolvimento de Cabo Verde. Ora bem, existem aproximadamente 500.000 pessoas em Cabo Verde (Crioulos cabo-verdianos), números iguais que constituem a sua Diáspora, o que significa que, existe um outro “Cabo verde” a contribuir para o crescimento do País, mas esses, talvez representam um maior contributo do que os residentes, uma vez que, uma parte muito importante de toda a riqueza gerada no país prevêem dos apoios directos às famílias em Cabo Verde, através das remessas dos emigrantes, muito embora, estes apoios tem vindo a afunilar ano após ano.

Os Países Europeus atacaram pela defesa nacional, legitimamente como é óbvio, também para poderem proteger a sua Economia; onde começaram a proteger o emprego através de restrições nos acessos a certos empregos, empurrando assim, os emigrantes para o desemprego e a pobreza. A questão é, há no mercado disponíveis mais e melhores Recursos Humanos qualificados a  procura de emprego, uma qualificação que uma grande parte dos emigrantes não têm. Para melhor analise,  vou mostrar qual é a representatividade/percentagem de emigrantes em alguns dos principais países membros da UE, assim, temos que: Em Alemanha 9% da população corresponde a emigração:2003; Em Portugal, 5% da população é a percentagem de emigração, e, que 11% é a representação na População Activa; 5,5% da População de Holanda são emigrantes). Como vemos, há um número muito significativo de emigrantes espalhado por toda a Europa.  Mas vou focar no caso dos  Cabo-verdianos emigrantes ( Diáspora Cabo-verdiana): Em Portugal existem mais de 100.000 Cabo-verdianos inscritos na representação diplomática (Embaixada de Cabo Verde em Lisboa); Em Holanda existem perto de 40.000 cabo-verdianos e é nos Estados Unidos da América (EUA) que vivem a maior comunidade cabo-verdiana, nomeadamente no Estado de Massachusetts (Brockton, Boston, New Bedford, Rhode Island e outras.

Agora vejam:  Os EUA entraram numa profunda crise , levando consigo os seus principais parceiros comerciais à  mais intensa crise desde a 2.ª Guerra Mundial. Portugal é um outro país, apesar de existirem menos cabo-verdianos do que nos EUA, aquele  é responsável para um maior flow out (saída de dinheiro) para Cabo Verde (CV), no entanto é este Estado Membro Europeu um dos que mais sofreu com a conjuntura da crise internacional; com a taxa de desemprego situada em 11%: Dez/2010 e com mais de 4 000 000 de pessoas consideradas pobres,  quando no pais vive 11 000 000 de pessoas (considera-se pobres, aquelas pessoas que vivem com menos de 416,00€ por mês). Estes dados reflectem a situação económico-social do País, que são, a meu ver, catastróficos. Ora bem, Raramente os emigrante ganham mais do que o Salário Mínimo Nacional (SMN), o que é equivalente a 475 +10+… até 500€ no final de 2011. A esse valor acrescenta-se ainda, o Subsídio de Alimentação legal comparado a função pública que é anualmente fixado pela autoridade competente, mas que se situa a volta 4,27€.

Uma grande parte dos cabo-verdianos trabalham na construção civil e obras públicas ( Homens) e as mulheres nas actividades domésticas, restauração etc. e ainda, os jovens estudantes  trabalham nos shoppings e grandes superfícies comerciais etc. Agora vamos lá ver: O sector da construção civil foi uma das áreas mais fustigada pela crise, em conjunto com milhares de restaurantes que fecharam as suas portas, desde o inicio da crise, por cada dia fechavam mais 200 restaures em todo o país, mas claro que, houve também muitas novas empresas deste ramo. As senhoras também deixaram de receber, para o mesmo trabalho, o valor que dantes recebiam, em outros casos, perderam mesmo os seus empregos. Então pergunto, como é que eles podem ajudar as famílias em Cabo Verde? Normalmente, não são poucas, pessoas que constituem  o agregado familiar,  uma vez que, em média, há 5 (Cinco) pessoas por cada Família. É, evidente que,  haverá uma diminuição das remessas -o que leva a aparecer algumas dificuldades para estas famílias residentes no país a adquirirem e manterem as mesmas tendências e poder de compra. E mais uma vez, o país deixa ou perde uma fatia importante que poderá gerar algumas riquezas, o que faz com que, essas famílias deixam de pertencer a classe social que antes pertenciam posicionando-se numa nova classe que se criou por forças das circunstâncias. E, tendencialmente estas passam a ter necessidades não colmatadas, o que poderá levá-las ao risco de pobreza extrema, arrastando-as para um conjunto de dificuldades, nomeadamente: O abandono escolar; a marginalidade; as violências e outras consequências.

Além das problemáticas que são geradas nas famílias, há um efeito negativo que é gerado no tecido empresarial, pois há, digamos assim, uma redução das disponibilidades financeiras, por motivo de transacção, provocada pela diminuição da procura dos cabazes de compras e outros bens de consumo. Tudo isto, poderá ter um impacto mais do que proporcional no nível do desenvolvimento do país. Cabo Verde é um país cujas dificuldades económico-sociais são patentes e latentes a vários niveis, pois basta ver pela posição económica que este representa no universo de mais 190 países, em termos de riqueza total produzido (Produto Interno Bruto – PIB), situa-se na posição 165 para o FMI: 2008 e 174 para CIA Word factbook: 2009. Apesar disso, em termos Produto Interno Bruto (PIB) per capital (riqueza por pessoas gerados no país, i.e, a quota parte teórica que cada um de nós criamos durante um ano, ou vários anos) este país, insular, representa a posição 126.
Apesar da forte dependência da economia cabo-verdiana ao exterior, este conseguiu passar a prova de fogo, com um crescimento em média a rondar os 5% (p.c.) anuais e estimativas do Banco de Cabo Verde (BCV) aponta que a economia nacional irá continuar com um crescimento favorável para os próximos anos. No entanto, o crescimento verificado não se deve apenas aos Investimentos do Exterior (I.D.E.), pois em grande parte dos projectos em andamento ou em fase de conclusão, resultaram de parcerias pré-crise (antes de 2008). As grandes multinacionais, principalmente as empresas ligadas ao turismo apostaram fortemente antes do inicio naquele circuito da crise, contudo, houve muitas obras que não poderiam ir para a frente, porque houve um bloqueamento de parte das verbas previamente negociadas, e assim, levou a que, em algumas lhas, que criassem uma certa desconfiança, mas hoje posso dizer com um certo alívio de que isso é apenas algo já ultrapassado.

Segundos dados do Instituto Nacional Estatística (INE), desde o ano 2000 que houve uma diminuição da intenção de emigração manifestados pelos Cabo-verdianos. Isto, por um lado, demonstra que o País está a conseguir a ganhar a confiança dos seus nativos. A Emigração passou para um segundo plano, ainda assim, muitos gostariam de fazer da população emigrada. Porém, os resultados tem vindo a ser muito negativo, centenas de milhares de Cabo-verdianos que experimentaram esta forma de viver acabaram por regressar ao país de origem por não se conseguiram adaptar a realidade actual.
É, verdade também que existem muitos milhares que nunca passaram pela cabeça emigrar, esses estão e aconselha-se!

Cabo verde depende, na minha opinião, excessivamente do exterior, basta ver que até os produtos que se encontram a ser comercializados, representam mais 80% de toda a mercadoria disponível. Importamos Água potável, alimentos, combustíveis, tecidos, enfim tudo aquilo que pudemos imaginar, quando muitos produtos poderiam ser perfeitamente produzidos no País, com as mesmas qualidades ou até melhores uma vez, os produtos importados passam por condições de transportes que poderá ter algum impacto ao consumo final. Mas o problema não é a importação mas é o preço final.

Os cabo-verdianos poderiam desfrutar de uma alimentação saudável, se todos e ou o Estado pudesse apoiar ainda mais a produção nacional e dar a prioridade aos produtos nacionais. Há potencialidades em várias Ilhas, umas produzem batatas melhores do que outras e enfim, cada Ilha tem a sua especificidade de produção.

A posição de Cabo Verde, por ser Ilhas, mas pelo facto de ser um país insular, deveria imperiosamente, apostar no turismo de sol e praia como sendo parte da sua Bandeira, pois é uma forma inteligente de se livrar da forte dependência ao Exterior. O país deverá apostar nos jovens para a promoção do empreendedorismo e ajuda-los para que surjam condições que possibilitam a criação de riquezas.
Para que o País seja prospero, tal como todos os Cabo-verdianos gostariam de ver, é preciso também educar os nossos cidadãos, envolvendo-os para as causas nacionais, pois acredito que há muitos Cabo-verdianos pelo mundo fora que esqueceram do país onde nasceram mas onde estão mergulhados as suas raízes. Esses sim, poderiam dar uma mãozinha para ajudar o País a conseguir melhores resultados macroeconómicos e melhores projecções internacionais.

Os EUA, a Europa, a China, Índia entre outros, conseguiram estar onde estão agora porque apostaram nos seus recursos humanos e educa-los para que criassem valores para o país. Quem é que está disposto a investigar para desenvolver o país -Cabo Verde? Talvez poucos jovens diriam estar interessados para investigar, inovar e avançar o País.
Teríamos que, por outro lado, responsabilizar os nossos dirigentes para os resultados alcançados e educar os futuros homens da política para que, no futuro, viessem dar uma maior ênfase ao empreendedorismo tecnológico, e, também através Instrumentos legais preparar Leis que facilitam a vida a àquelas pessoas empreendedoras e possibilitar uma maior flexibilidade laborar.

 

Licenciado em Enterprise Management e Especialista em Banca&Seguros:

Adérito Barros Sou cabo-verdiano, vivo actualmente em Portugal e Tenho vindo a estudar, no disígnio das Investigações Académicas, e contribuir de uma forma ativa, com importantes ações para os Países Menos Avançados – Cabo Verde.
Todos os textos apresentados, correspondem inteiramente a Investigaçao a título de original, pelo que, dados a esses fatos, a inteção será dar a conhecer a todos, um príncipio que disciplina conteudos para reflecção académico-cientifico no domínio das áreas das Ciências Sociais.

 

Uma Análise da Imigração: que consequências para o Mundo?


A Imigração constitui um problema social | A imigração é benéfico para o Mundo


Vamos lá ver! Mas afinal o que é imigrante? Quem são, de onde vêm essas pessoas? A verdade é que, no grosso modo, somos todos imigrantes ou já fomos no passado, quando digo nós, quero dizer a nossa genes.

A imigração constitui, para a Europa enfim para todo mundo, uma única saída para o crescimento e desenvolvimento, pois com a população cada vez mais envelhecida é preciso reunir capital humano para dar respostas a essas carências, que pode ter a longo prazo, se nada for feito em contrário, um efeito bastante contagioso; e acredito ser, tecnicamente difícil de inverter essa tendência por várias razoes. A maioria dos países europeus, não conseguem manter os actuais níveis sociais (Estado Social); as despesas com a saúde consome uma importante parte da riqueza dos Estados Membros, por exemplo, em Portugal representa entre 10 a 15% de toda a riqueza que se produz no país (PIB) mas a ideia é: Todo o dinheiro gasto com a saúde vem de algum lado, pois faz parte da despesa agregada do Estado e quem os paga são as pessoas empregadas (população ativa), os jovens, os imigrantes [Contribuintes] etc. Agora vejam: Já há mais 60% da população considerada idosos, e grande parte desses estarão, de certeza, a beneficiar das pensões sociais, reformas, e outros apoios sociais, contundo o problema não é apenas isso, porque essa camada da faixa etária mais vulnerável, tem vindo a aumentar em números galopantes, nos próximos anos esse número continua a aumentar, cada dia, mais e mais…

Vejamos: se perguntássemos quantas pessoas nascem todos os dias, ou melhor a pergunta é: A natalidade compensa a mortalidade? E, a questão da longevidade, qual o seu efeito na despesa pública? Quanto filho, por casal, espera-se ter? Ora bem, são um conjunto de ideias que deveríamos questionar antes de discriminar a imigração. Pensar imigração!

 

Conforme questionei, no segundo paragrafo deste texto, é realmente importante não se esquecer que esse fenómeno “Imigração” é muito mais do que simplesmente mobilidade de pessoas. Os demónios de olhos azuis, conforme disse, o Sr. Presidente do Brasil, Lula da Silva, numa entrevista dada, quando ainda era o Presidente, sobre os problemas que então abalava o mundo – a crise; é realmente importante perceber que quem sempre paga as consequências são os mais fracos (Pobres, Imigrantes, Pensionistas etc)…E, porque não responsabilizar os Srs que tomam más decisões políticas, porque não responsabiliza-los pelas suas incompetências e suas ignorâncias? A população Imigrante, corresponde mais ou menos a 5% de toda a população Europeia, mas então que influencias tem essas pessoas no ambiente de milhões e milhões de pessoas (95%), o problema é sempre o mesmo, são os mais fracos, logo são elas que criam instabilidades sociais e dificuldade no acesso ao emprego e outras coisas más. É falso e injurioso essas declarações e sem fundamentos…

Não conhecemos as nossas histórias, o nosso passado, o nosso percurso pelo mundo até hoje, por isso somos parvos e perpetuamente ignorantes, nunca paramos para pensar a razão pelo qual a coisas são como são…

As pessoas que constituem hoje, o nosso mundo, são “pessoas” Humanas e com necessidades como todos os outros. Todos nós precisamos de nos alimentar, ter uma família, passear, ter logicamente um espaço onde viver etc. A mobilidade dos humanos, aconteceu já há uns milhares de anos, passando desde a África a Europa e de índia a as Américas.

A França, Inglaterra, Portugal, e o próprio EUA deveriam parar e pensar a Imigração, porque nos EUA não existem (nunca existiram) povos indiginos, ou seja, povos a qual não conhecemos outra origem, ou melhor que só foram encontrados lá e em nenhuma outra parte do mundo. Daí que, a meu ver, somos muito mal-educados, pois ofendemo-nos a nós próprios sem dar por ela.

A imigração deverá acontecer, basta ver que, segundo dados da EUROSTAT, a Europa precisará, nos próximos 40 Anos, de mais de 50 000 000 de imigrantes: e então, pode-se perguntar: Tanta gente para quê? Pois lá está, é isso que é preciso responder ponderadamente e inteligentemente! Porque é preciso gente nova para desenvolver o País, (quanto mais não seja, os trabalhos que a maioria (nacionais) não quer fazer, mas alguém de certeza terá que o fazer), coisa que o Velho Continente não teve (há pessoas sem qualificações academico-professional mas não querem fazer certos tipos de trabalhos) e que vai gradualmente perder um espaço, mesmo com os incentivos a natalidade implementadas em todos os Estados Membros da União Europeia (EMUE). Facto curioso é que, os incentivos a natalidade, são nada mais, nada menos aproveitadas quase que por inteiro pela população imigrante (relação %), pois os jovens cidadãos europeus (CE) não tencionam ter mais do que 1 filho por casal e normalmente, se acontecer é porque acontecerá muito tarde, cada vez mais tarde, ou seja, a volta dos 30 anos, para já.

 

Qual é compromisso do Estado.

O Estado é uma Empresa pública que só consegue levar a cabo as suas politicas se existirem contribuições individuais (população ativa = contribuintes) e colectivas (Empresas), No entanto se a população está cada vez mais envelhecida e se os nacionais não querem ter filhos, teremos então que, das duas uma (o Estado): Acabar com certas políticas sociais, uma delas, passa, efectivamente, para a redução directa dos apoios com a Saúde, através de cortes de medicamentos subsidiados, e redução, ou, eventualmente, cortes totais nos apoios aos mais carenciados para os tratamentos de saúde (Por exemplo: Doenças pulmonares, diabetes, problemas respiratórias, doenças precoces, fecundação in vitro, problemas motoras e outras, e o bem-estar em geral; a outra, passará, definitivamente, por abrir portas a imigração, no sentido de elas poderem contribuir para que o Estado possa ter algumas margens de disponibilidade financeira que o permita, assim, aguentar ou prolongar o Estado Social.

 

Vejamos um exemplo de um Estado Membro da União Europeia: A Itália.

A Itália, um grande país e um lindíssimo paraíso terrestre, tem uma população emigrada correspondente a 60 000 000 de pessoas em várias pontas do Globo (Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos da América etc.) Este país membro fundador União Europeia que pertence ainda o espaço schegen (livre transito de Pessoas entre os Estados pertencentes) reclama, através dos seus nacionais, que o problema do desemprego poderia ser resolvida se não existisse imigração naquele país. Agora vamos ver se percebemos uma coisa: Vive em Itália por volta de 60 303 800 habitante (Censo:2009). Vamos ver o seguinte: Conforme vimos anteriormente, existem quase o mesmo número de italianos a viverem fora do seu país (60 Milhões de pessoas emigrada); vamos assumir o seguinte: já que eles (Italianos) não querem lá imigrantes (pessoas de outras nacionalidades a viver, trabalhar em Itália). Os países (Países referenciados) acolhedores da imigração italiana decidirem fazer o mesmo que eles, ou seja, “repatriar” todos os cidadãos Italianos para o país de origem: O que poderia acontecer ao desemprego em Itália [8,7 é % de desempregados em Itália-Jan:2011] se o País passasse a ter o dobro da população, ou seja, cerca de 120 000 000 de pessoas?

Qual seria a situação das pessoas face ao emprego? E, como seriam partilhados as riquezas nacionais para tantas pessoas?

É melhor não responder certas questões que aqui abordei porque podem, por vezes, não reflectir aquilo que os cidadãos esperavam, ou melhor, a verdade dos números talvez será deturpadas…O facto é que quando puxamos “brasas para as nossas sardinhas” teremos que garantir que isso nos serve mesmo, porque se for para nos prejudicar numa outra ocasião, talvez é melhor não arriscar e, calma lá, alto lá para o baile!

Com mais 120 000 000 habitantes, a Itália estaria de certeza, de noite para o dia, num país do terceiro mundo, pois teríamos o desemprego em números nunca visto; pelo menos 30% da população estaria no linear da pobreza ou em situações extremas da vida. Mas como digo, são números simplesmente e, por vezes não correspondem linearmente a realidade, de tal maneira que, mesmo considerando cenários optimista ainda assim, haveriam problemas incontornáveis para a Economia do país e este poderia tornar num pois muito vulnerável, claro que existem milhões de Italianos, que conseguiriam perfeitamente inverter a tendência de desemprego e outros problemas da Economia, nomeadamente Economia do terceiro sector, uma vez que, os Italianos na diáspora, são geralmente consideradas pessoas não como imigrantes comuns mas sim pessoas que procuram luxos na vida, pessoas que fogem do seu país por perseguição político-social e que procuram outros países por motivos extras…

Quem diz Itália, também não terá problemas em mencionar outros países, por exemplo: Portugal; França; Espanha; etc. Basta conhecer um bocadinho da história da migração desses países para que nos possamos ter uma percepção próxima da realidade.

O problema de imigração é já algo muito complexo porque envolve um conjunto de conceitos, desde questões mais racistas a problemas estruturais de uma determinada Nação. Um exemplo disto, é quando vemos mobilidade de pessoas dentro do mesmo território (Imaginemos que os Açorianos queiram vir para o Continente, a procura de Oportunidades de Emprego: se conseguir é porque este está a “roubar” trabalhos aos portugueses (continente) Ambiente pessimista). Isto para dizer que somos de facto, poucos coerentes nas análises individuais e na forma como nós desencadeamos certos comportamentos – razão pelo qual agimos.

Parece-me que, a forma pelo qual agimos, perante este conceito (Imigração) depende sobretudo, da educação; do conhecimento enfim, pelo facto de somos ainda um ser extremamente ignorante e demasiadamente cruel connosco próprios e isso nos influencia na forma como agimos.

 

*** Texto escrito ao abrigo do acordo ortográfico em vigor***

 

Autor: Adérito Barros

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