Pensar Ilha do Fogo: Contexto Económico-político.

Hoje vou falar da eminente eleição autárquicas  na Ilha do Fogo. Fugindo um bocadinho ao tema principal dos meus artigos que frequentemente tenho vindo a tornar público a partir da minha página pessoal – o meu mundo. Falo ainda, um bocadinho sobre os nossos candidatos (mas muito superficialmente). E, tento (esmiuçar) de alguma forma suavizar e alertar os nossos candidatos  para os reais desafios para à ilha do Fogo,  ao longo da próxima década.

Ilha do Fogo

Por muito que se queira uma ilha melhor preparada para os reais problemas de desenvolvimento, sem gente devidamente preparada e suficientemente competente (quer académico ou ainda profissionalmente) não há nível desenvolvimento possível de atingir,  nem tão pouco crescimento económico.

Parece-me óbvio que os candidatos às câmaras da Ilha do Fogo, estão crentes (muito optimistas) de que é possível fazer mais e melhor acreditando na “sorte”. É que, como aliás já se sabe, a sorte é, por vezes definido, como sendo fruto de trabalho sistematicamente desenvolvido ao longo  de toda a vida… Mas não se está a falar desta sorte! A sorte deles é outra – a divina.

Não se é admissível que continuamos (intensamente  e irresponsavelmente) a cometer os mesmos erros de sempre! É que as exigências são outras, ou melhor, elas são tais que ser formado já não chega (aliás é condição necessária mas logicamente não suficiente) é preciso garantir impreterivelmente que as nossas acções possam, de facto, resultar em benefícios (mensuráveis), ou seja, produzir sistematicamente bem-estar social (a nível economicamente óptimo). Mas como? De facto, é a grande incógnita…

Mas uma coisa sabemos todos, é que já não há mais tempo nem disponibilidades (recursos) para “experimentar” as nossas habilidades intelectuais. Ou se sabe (ter conhecimento + competência + experiência) ou então é plausível  encurva-se o caminho para aquilo que de facto estamos “formatados”…

Há, em todo cabo-verde, embora com maiores expressividades numas ilhas do que noutras, uma constante incoerência naquilo que representa as nossas escolhas para a vida (o percurso confessional = curriculun vitae). Não se conhece as verdadeiras causas para tal incoerência, no entanto é com forte evidência empírico (mas também do ponto de vista de percepção teórico) que pode-se afirmar (com elevada probabilidade) existir uma elevada sede para a vingança e, para, naturalmente, o poder. Caso é exemplo em que encontramos gentes que estão, na Administração pública (por exemplo), a desempenhar funções de âmbito  intrínsecos aos Engenheiros quando são, por exemplo, formados em Economia (ou vice-versa). Temos, gente formada em medicina que hoje, diz-se ser Economista (porque, no contrato de prestação de serviço, vem tal designação ou por outras variadíssimas motivações) e acham-se, convincentemente, que são Economistas (e mais nada… ai daqueles que os interpelem pelo caminho…)

Queremos elevar o nosso país a um patamar onde prima-se a eficiência económica e e na reafectação dos recursos (efficiency allocative), i.e., maximização do bem-estar, com este tamanho desorganização?

Acredito veemente que o País deveria reorganizar melhor os seus capitais humanos orientando-os, por isso, para uma condição de equilíbrio e responsabilidade nas mais variáveis situações . Desenhando planos de carreira, tendo naturalmente em vista aproveitar todas as potencialidades dos nossos intelectuais. Parece-me óbvio (talvez concordam comigo) que a organização é base fundamental para a nossa sociedade. É, por esta via, que, modestamente na minha opinião, devemos vibrar todas as nossas sinergias.

Esta ideia surgiu-me, especialmente, quando fui conhecer o perfil dos candidatos às eleições autárquicas de 2012 na Ilha do Fogo. Quando se pergunta quem são esses candidatos, é sempre uma questão muito difícil de se responder, ou melhor é de fácil resposta… Mas perguntar (aos candidatos) sobre as suas características (perfis) e  formação (seja por via académica ou profissional) é de facto deplorável (revela-se uma elevada assimetria )

Bem, são eles: Licenciado em medicina; bacharel (?) em línguas e secundários (mas muitos nem 12.º têem)…

É que se fosse apenas isso, não seria talvez muito grave… é que toda a estrutura da equipa é mais do mesmo. Poderiam, como é óbvio, ter gente que de facto perceba sobre determinadas áreas (especialistas) e que os auxiliavam nas suas tomadas de decisões. O problema, nestas circunstancias, é que  não só existem decisões meramente políticas, mas há efectivamente decisões de natureza económicas, sociais e de outras naturezas, e, portanto, exigem pessoas muito bem qualificadas, caso contrário – é um sucedâneo do que temos vindo a conseguir ao longo da nossa história (pós-independência)!

Não se compreende as motivações dos candidatos para se candidatarem nestas autarquias. Não há rigorosamente nenhuma proposta física e com absoluto realismos (ou uma proxy). Promete-se, como aliás é tradição, uma infinita irrealidade (não que não possa ser conseguida).

A dúvida é que, não se sabe como efectivar uma (infinita) promessa (s)  eleitoral (is)  com os recursos disponíveis, uns dizem que vão criar mais empregos (mas não quantificam e nem sabe-se como) outros dizem que vão melhorar a vida das pessoas (pois eu percebo que pior é muito difícil protagonizar, mas pode ser possível!) há ainda aqueles que dizem estar preocupados com o desenvolvimento da ilha (pois o problema é que estamos todos preocupados… será que eles ainda não percebem isto pah?

Enfim, quer-se uma ilha melhor, pois quer-se, mas  com “carrascos” como é possível!? Expliquem-me isso, por favor! Querem criar mais empregos? Muito bem. Mas como?

Eu continuo firme e acredito que é possível fazer mais e melhor, mas para isso é imprescindível procurar aqueles que detêm know-how e muito mérito pessoal e, sobretudo capacidade de compreender verdadeiramente a dimensão e a amplitude dos potenciais recursos de que dispomos e obviamente dispor de melhorias circunstanciais.

Eu, proponho,no âmbito das minhas faculdades,  para os próximos 10 anos, o seguinte:

(1) – Aeroporto Internacional (médio porte) – pronto a receber voo, até 2016.

(2) – Uma universidade (ou um instituto politécnico) para as áreas criativas – até 2015.

(3) – Incubadora para empresas que apostam na agricultura, pesca e e áreas criativas com vista a reparar o défice no mercado e regional. Deve-se disponibilizar meios e técnicos altamente especializados

(4) – Incentivo fiscais para jovens empreendedores (isenção nos primeiros 2 anos da vida útil do projecto, desde que com criação de pelo menos 5 postos de trabalho anual).

(5) – Crédito (liquidez compreensíveis) às empresas produtivas e viradas para exportação de produtos regionais (exportação nacional); crédito com taxa de juro bonificada para jovens empreendedores e desburocratização em termos do indicador doing business.

(6) – Redução para menos de 2 dígitos do desemprego (total) – até 2018 e maior emprego (20% de emprego para os mais jovens).
(…).

 

Muito obrigado!

Adérito Barros,

By MrBarrosw

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