Quem será o próximo Ditador da Câmara Municipal de São Filipe – Fogo? Será ele tão mentiroso quanto o outro?

As coisas estão a mudar…pois  estão!

Há tempos fiz publicar vários artigos que davam conta de um conjunto de problemáticas no seio da Democracia e da Governabilidade na  Administração Pública Cabo-verdiana. Não querendo, contudo demonstrar as minhas convicções políticas e nem tão pouco as minhas ideologias enquanto ser neodemocrático, mas torna-se necessário evidenciar estes assuntos, como forma de expressão e de liberdade democrática, no sentido obviamente crítico e  fundamentado. Não venho à comunicação social apontar dedos a ninguém, deixando recados. Quando o faço é no sentido directo, independente e responsável. Eu sou, Adérito Barros, crescido e educado na Ilha do Fogo e, por isso, mas por muito mais,  que conheço, na primeira pessoa, a realidade daquela Ilha como ninguém, aliás tenho a percepção de que, à distância, entendemos coisas que não de perto não se entendem.

Por Ilha do Fogo tudo farei para que a sua própria dignidade não seja posta em causa, denunciado por isso práticas anti-éticas, anti-sociais, anti-democráticas mas também todas as práticas que põem em causa o seu desenvolvimento e crescimento a nível económico, social e ambiental.

A Ilha do Fogo não conhece melhorias desde há anos, não é o “anel rodoviário” que alavanca o crescimento Económico e o desenvolvimento da Ilha, nem tão pouco levar as bandas brasileiras para actuarem na Festa do Município – nhô Sanfilipe – é muito mais do que isso. É a forma como são desencadeados os Gastos Públicos versus Investimentos, são os dias perdidos em discussões infrutíferas, mas também é tudo àquilo que já devia ter sido feito mas que não se fez, ficando à mercê de uma promessa. Pensando melhor, desenvolveu-se pois mas não ao ritmo minimamente espectável.

Um dos maiores problemas que o Ilha vem enfrentado desde sempre, prende-se provavelmente,  com as “fuga de cérebros” para as Ilhas vizinhas, e eventualmente para os EUA, Portugal e países Terceiros porque não somos capazes de os manter e os trazer para a Ilha, proporcionando-os de condições minimamente aceitáveis, pelo menos.  São talentos que todos os dias procuram outros destinos, porque na Ilha o futuro nunca existe.

Os bons alunos que procuram o estrangeiro, ou mesmo outras Ilhas para fazerem as suas qualificações, são esses que nunca mais regressam. Mas são talvez  esses os mais importantes no desenvolvimento da Ilha, porque além de serem jovens são, na sua maioria, potencias empresários e profissionais público e privado pois são portadores de conhecimento e competências (académicas), além disso, não podemos ignorar Experiências curriculares . Claro que todos os foguenses contribuem arduamente para desencadear o tão esperado desenvolvimento, mas que por si só não são suficiente sem os esforços da contingência legal, isto é, dos apoios da Câmara Municipal conjuntamente com os do poder Local ou eventualmente do sector privado e outras organizações não governamentais e associações etc..

Queremos ter uma Ilha competitiva, pois queremos! Mas quem são essas pessoas capazes de a tornar competitiva, o Dr. Eugénio Veiga?

A Ilha disponha naturalmente de um património intelectual ímpar em todo  Cabo Verde, mas onde estão eles? Encontram-se nas  melhores Universidades Portuguesas, Brasileiras etc. alunos da Ilha que se destacam claramente entre os milhares de alunos de variadíssimas nacionalidades; muitos desses terminam as suas graduações com médias de distinção. O que lhes fazem voltar à Ilha? As praias (Fonti Bila, Barcabalero, Ladjeta?!) e a praça do Presídio ou, ainda, o Vulcão? Essas não são seguramente os únicos motivos, então e o emprego? E se tivessem uma colocação, regressavam? Ou, se tivessem formas de financiar as suas ideias poderiam regressar? [ Nesta rubrica não ignoro as competências do empreendedor, mas sem recursos disponíveis torna-se claramente difícil demonstrar as suas capacidades]

Poderiam, os novos ” intelectuais” Foguenses, regressar à Ilha? Pensa-se que todos gostariam naturalmente  de regressar à Ilha que nos viu nascer, contribuindo por isso, para o seu desenvolvimento. Não nos podemos dizer que a Ilha está a desenvolver- se se isto não corresponde à realidade, antes fosse pois. Mais importante do que construir, voltar a construir, arranjar uns buracos aqui e acolá, voltar a adaptar etc, não seria importante, por exemplo, construir uma Centro de Formação a nível Superior para servir a Ilha e a sua vizinha Brava?  Somos já perto de 45 mil pessoas (Brava e Fogo) e por isso temos alunos mais que suficiente a ponto de justificar um possível Investigação. Construir uma Escola Superior e depois não ter empregos possíveis? Vale a pena? Vale a pena sempre o conhecimento, aliás como se sabe o conhecimento é o melhor investimento que podemos fazer em toda a nossa vida. Com tudo isto, penso  dizer que é preciso criar condições para a aprendizagem, criando esses esforços, penso que os foguenses têm a capacidade e habilidades  para fazer acontecer tudo, que até então parece impossível.

A incompetência e inexperiência dos possíveis candidatos à Presidência da Câmara Municipal, deixa-nos a todos á beira do ataque dos nervos. Não estamos a dizer que não são gentes boas, aliás são todos, como sabemos! Mas ser gente boa não implica quase nada, do ponto de vista das competências. Para que nós possamos melhor perceber isso, poderíamos nós perguntar quem são esses possíveis candidatos, avaliando os nos seguintes aspectos, por exemplo:

Experiência na Governação pública; (Conhecer os grandes erros cometidos, mas também o quão importante foram as suas decisões ou influencias nas medidas do governo ou para a região).

Experiência Profissional em Gestão; (Pode ser no sector privado, isto é, compreender se fizeram histórias à frente da empresa, avaliar a capacidade de liderança e persuasão entre outros aspectos – liderança).

Grau de envolvimento nos projectos mais importantes para o desenvolvimento de Ilha (Participa activamente
nos esforços de desenvolvimento de CV? Conhecer os contextos em que tudo aconteceu…Já praticou actos  de corrupção, qual a gravidade dos actos?).

Espírito inovador? ( O que ele pode fazer para  a tornar numa Ilha competitiva, Fazer mais com menos, exportar mais e  importar menos, Pode tornar os produtos regionais numa marca “made in cabo verde”?).

Ambição política – até onde pretende chegar, o que pensa fazer, como é que gostaria que fosse reconhecido, depois da vida activa no sectgor ?!…).

Grau académico a nível superior; (Mestrado e/ou Doutoramento e prestígio da Universidade de origem, bem como a dedicação em termos absolutos – média final.

Conhece bem a realidade da Ilha do fogo?

Entre outras realidades…

Bom, são estes aspectos que devem ser claramente conhecidos e que todos os candidatos à CMSF deveriam vir a pública fazer saber. Não dizendo isto e depois dizer ás pessoas que vão fazer do aeródromo um Aeroporto Internacional, ou do Vale de Cavaleiro ( porto ) ao Porto de águas profundas ou até uma ponte que liga a Ilha do Fogo à Ilha Brava. Por amor aos foguenses, não se atrevem, por favor.

Ao terminar este texto gostaria de compartilhar um pequeno conselho com os possíveis candidatos ” queres ganhar as eleições? – aprendes mentir  e bem rapaz, ok? – Dizes às pessoas que vais construir uma ponte que vai ligar o Fogo à Ilha Brava. Um conselho de amigo*

Eu Sou Adérito Barros, fidju di terra.

By MrBarrosw

2 comments on “Quem será o próximo Ditador da Câmara Municipal de São Filipe – Fogo? Será ele tão mentiroso quanto o outro?

  1. Caro amigo e (irmão) Adérito Barros,
    Concebo perfeitamente o seu posicionamento em relação aos actos que se têm praticado na nossa autarquia, assim como o perfil social, académico e cultural dos factíveis candidatos a Câmara Municipal de São Filipe. A verdade seja dita, esses possíveis candidatos não ostentam as ditas qualidades e qualificações para corporalizar e abraçar projectos inovadores e de qualidade para o desenvolvimento do Município
    Contudo, todos nós, especialmente os da camada dos “letrados”, como reconheço bem ser o teu caso, dever-se-á pensar em criar alguma plataforma, onde independentemente da ideologia política pudesse aduzir algo que constitui uma mais-valia para o município, ou seja, pensar não só naquilo que o presidente não fez e naquilo que não temos neste momento, mas também na nossa própria criatividade (através, eventualmente de realização de projectos pertinentes e ambiciosos para o desenvolvimento de São Filipe), porque como sabes o governo tem um plano de financiamento à projectos jovens, onde de acordo com a importância do projecto terás todo o financiamento para a sua execução, com isto, estaria também a ajudar no desenvolvimento de Cabo Verde e de São Filipe de uma forma indirecta.
    Com isto quero dizer que não podemos cair no equívoco de pensar só naquilo que o país (nossa Ilha neste caso) têm para nós oferecer, mas também naquilo que temos para dar, independentemente daquilo que pensamos sobre o actual e dos futuros presidentes da Câmara Municipal de São Filipe.
    Congratulo por esta iniciativa, acho que tens uma boa capacidade de expor e criar um ciclo de discussão à par deste tema tão presente.

    Um abraço de amigo e companheiro.
    Hélder Lopes

    • Amigo Djimes, Sr. Dotor Helder.

      Agradeço-te por partilhares alguma informação connosco, através desta plataforma.

      Djimes, de facto, recuperando o último paragrafo que aqui postaste, para te dizer que não há bela sem senão. Nós não podemo-nos cingir à realidade das coisas. Penso que, todos nós, temos um papel de capital importância na valorização e promoção de todos os nossos potenciais recursos, quer do ponto de vista da intelectualidade, moral, cultura, lúdica, criativa e mais (…). Não se pode, como tu já dissestes aqui, falar muito e fazer pouco. O Governo tem vindo a disponibilizar de um conjunto de mecanismos técnicos, equipamentos, financiamentos e recursos humanos que nos possam, quiçá, ajudar a procurar um Cabo Verde ambicioso e moral. Assim, consciente desta realidade, parece-me natural que todos devemos fazer a nossa parte e cabo verde, naturalmente, nos agradece.

      Continuo a acreditar que os nossos jovens vão fazer tudo que está ao nosso alcance para dignificar a ilha do Fogo.

      Djimes, estou muito feliz por te, pelo teu percurso e pelas tuas capacidades, contínuas forte.

      Aceitas um abraço amigo,

      Adérito Barros,
      – Economista –

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