Eurobonds Sim ou Não?

Eurobons, sim ou não? União Europeia? Quanto tempo mais… Cabo Verde com Euro? Sim para muitos e não para alguns. A preocupação dos países com maiores projecções económicas a nível europeu, é manifestamente pessimista quanto à esta proposta anunciada pelo Presidente da Comissão Europeia, o Ex. Primeiro-Ministro de Portugal – Durão Barroso.

Na verdade, o problema da Zona Euro não se limita apenas ao risco de incumprimento financeiro dos países periférico mas também no descalabro financeiro e no colossal esforço para o conter. Está mais do que evidente de que os Países Membros cuja moeda comum é o euro (Europa 17 – Euro Zone), não se vão conseguir safar desta crise (pelo menos nos próximos 4 anos), aliás não estamos a falar de qualquer Crise, pois parece-me óbvio que esta é a mais intensa Crise Económica e Financeira que há memórias. (Pensa-se que não vale a pena comparar esta Crise com as do passado, pois são histórias diferentes e como tal não se comparam. Aliás, vejam que a comparação que muitos dos analistas financeiros fazem, é no sentido de a comparar com a crise da 1ª ou ainda a 2ª Guerra Mundial. Não se pode comparar uma Crise com origens na especulação e na Crise Imobiliária (subprimes, USA (2007?)), com uma crise cujo o princípio apenas se desenvolveu por mero interesse soberana daqueles que nela envolveram).

As políticas monetárias revelam-se, na minha opinião, manifestamente infrutíferas. Desde logo, porque não se conseguiu definir um padrão geral aceitável e de capital abrangência, no que conserve às prioridades dos Países Membros. Parece-me, todavia que as medidas tomadas ao longo dos últimos 10 anos só prejudicaram o bom funcionamento da máquina do Estado de cada País Membro, na medida em que não se conseguiu actuar sobre os reais problemas, para as áreas a foram dirigidos os Financiamentos, Investimentos, despesas e Gastos. A título de exemplo, deixam-me elencar alguns exemplos que considero notáveis. Por exemplo: Os financiamentos, através de Fundos Social Europeu – FSE para à educação, uma importante parte do dinheiro seguiu outras prioridades, mas que não são prioridades… vocês me percebam? Pronto, então é isso! Um outro exemplo, Pagar os agricultores para não produzirem? Mas isso faz algum sentido? Faz, sim, mas apenas na cabeça daqueles que a conceberam.

(Estávamos a falar de Eurobons…)

Mas afinal porque há tantas polémicas a volta disso? Por que raio a Alemanha sempre contesta esta proposta? E, por outro lado, porque é que Portugal, Grécia ou Irlanda dizem -deverá ser aprovado o eurobons quanto mais célebre possível?

Recordemos, no entanto que as medidas têm sempre subjacente o princípio de melhoramento a nível de competitividade, performance e, portanto na melhoria das condições de vida dos europeus e, também, na sua maior aproximação cultural. Começando na promoção da paz, prosperidade e crescimento económico de modo a proporcionar a todos os cidadãos europeus de mais e melhores condições de vida, apostando na excelência e máxima qualidade.

Lembremos, por outro lado que o lema da União é In varietate concórdia, pois tem um componente culturalmente muito forte.

O problema, neste momento, não está nas soluções e nem as soluções de imediato são parte do problema. Se a União vier a aprovar a emissão do título da dívida comum, o eurobons, repartilhar-se-ão os esforços, assim estamos perante o lema que acabamos de recordar. Deste ponto de vista é bom. É, não é? Talvez, não tão bom quanto parece, porque: Vejamos, os alemães pagam uma pesada carga fiscal para ver reconhecido o seu mérito. Mas mais do que isso para garantir uma Alemanha mais forte e, por conseguinte uma Alemanha capaz de proporcionar aos seus cidadãos de uma merecida qualidade de vida. A partir do momento em que a proposta entrar a vigorar a Alemanha passa a ver os seus esforços repartidos com àqueles Estados Membros que andaram a fazer do dinheiro público Investimentos (?) que são se mostram frutíferas.

Portugal quer esta política a funcionar já, tal como a Grécia… pois, todos queremos… Eu também queria que os Alemães trabalhassem para me sustentar enquanto ando” na vida louca” mas é justo? Mas e se os Alemães o fizer ao contrário, será injustiça?

Eurobonds, sim ou não? Se for uma solução real para a dissolução com efeito no imediato da crise europeia (zona euro) sim. Mas qual é a garantia de que isto faz alavancar a economia?

Mas será que isso tudo fica apenas pelos eurobons? Talvez não, eu penso que a união europeia pode estar na eminência do retrocesso do tratado que a institui – Maastricht (1992). Pode, eventualmente não extinguir mas de maneira que as coisas estão a correr, revejo muito pessimismo em torno da sua sustentabilidade, sobretudo para os Países Membros cujas dificuldades económicas vão se agravando. Prevejo que poderá vir surgir uma nova forma de pensar a Europa (União), na medida em que os mais fortes podem, muito bem, provocar a criação de uma outra organização, que não seja de âmbito europeu mas para apenas as maiores economias (Alemanha, França, Inglaterra, Holanda, Itália (?) e pouco mais).

Cabo verde manifestou-se o interesse em vir adoptar a moeda euro no seu sistema financeiro e como meio de pagamento generalizado.

Bom, se implica reais vantagens à economia Cabo- Verdiana, porque não? Não penso que seja uma boa ideia, pelo menos para já. Na medida em que a Economia cabo-verdiana é demasiadamente jovem e é economicamente muito vulnerável ainda que manifestou-se ao longo dos últimos 10 anos uma taxa de crescimento anual que deixa bons indícios, mas que em nada traduz uma garantia da sua própria sustentabilidade. Se o País vier a negociar e se o resultado for positivo, terá certamente um choque financeiro sem precedente.

O facto de Cabo Verde querer adoptar a moeda utilizada pela zona económica exclusiva – Euro 17 não quer dizer que seja concretizável, dado existir um conjunto de formalidades que poderão não vir reconhecer Cabo-Verde como sendo parte desta moeda.

Esta ideia foi manifestada talvez apenas como uma ambição política e por isso, como pode-se considerar uma promessa do tipo político, é meramente um jogo político daqueles que apenas querem afundar o país, praticando coisas a qual lhe chamam “ boas intenções” mas que não não as são. Rejeita-se a formação a nível de Economia para perceber que se o território nacional vier concretizar esta política, poderemos estar muito provavelmente a caminhar para o abismo.

Queremos ser Europeus, pois queremos! Queremos ter o euro como moeda nacional, pois queremos! Mas afinal é imperativo para o desenvolvimento e crescimento de Cabo Verde, ou existem outras alternativas que sejam melhores? Se sim, óptimo! Mas como saber se é de facto útil para o País? Através de análises de viabilidade? Sim, mas isso chega? E, estas histórias todas que estamos a viver na Europa, hoje, podem servir de exemplo?

Cabo Verde terá certamente enormes vantagens em aproximar-se à Europa, recuperando por isso o passado. Aliás já postei aqui vários artigos que dão conta desta análise. Cabo Verde já foi Europa, na medida em que era parte de Portugal, e por isso não foi muito bem ponderado a sua independência e agora queremo-nos aproximar…

AB, um abraço amigo.

By MrBarrosw

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