E agora Cabo Verde ?

Primeiro Ministro de Cabo Verde

E agora Cabo Verde?

… e agora Cabo Verde? – A nossa Economia está preparada para novos desafios a partir do ano 2013?

Em tom solene a sua excelência, o Sr. Primeiro-ministro – Dr. JMN, veio ao público dizer que afinal aproximam-se tempos difíceis para Cabo Verde, alegando que a conjuntura Internacional é o principal fator para uma eventual instabilidade na Economia Nacional – apontando o dedo às dificuldades da soberania Portuguesa.

O país enfrentou ao longo da sua Independência, um conjunto variado de dificuldades na sua Economia Real, passando pela extrema pobreza, elevadas taxas de desemprego, problemas nos abastecimentos da energia, problemas no ensino, na saúde enfim; como vemos, de facto esses anos foram tremendamente difíceis para Cabo Verde. Ainda que foram diminuídos substancialmente alguns problemas, claro que, não como muito de nós gostaríamos naturalmente. Mas apercebe-se que houve muitas mudanças positivas introduzidas no sistema económico e político-social. A performance na Economia Nacional tem vindo a ganhar paulatinamente a sua massificação e a robustez necessária, ainda que, como é óbvio, precisaremos de mais 500 anos para podermos vivenciar uma Economia que na verdade beneficia-nos a todos – uma Economia de excelência.

Conforme disse, o nosso Primeiro-Ministro, o Dr. JMN, aproximam-se tempos difíceis a partir de 2013 – pois aproximam, Sr. Primeiro Ministro!

Pois aproximam, “Tempos difíceis”…porque os apoios internacionais do carácter solidário estão muito perto do fim, pois o país passará portanto, a ter outras responsabilidades e outras formas de tratamento da sua Economia no Mercado Financeiro Internacional. Até o ano 2013, o que continuaremos ter em Cabo Verde é um sistema de apoio cuja taxa nominal anda a volta de máximo de 2%, isto significa um empréstimo de relevo social, acreditando as Organizações Internacionais através das cooperações existentes como, por exemplo, Millennium Challenge Corporation – MCC ( EUA) e eventualmente outras cooperações com a República da China, Portugal (em crise), França (em Crise), Alemanha, Reino da Espanha(em crise) etc., que os países possam vir a entrar na rota do comercio internacional, criando assim melhores condições de vida para todos os seus cidadão e sobretudo menor dependência económico-financeira internacional.

Ora bem, o apoio financeiro com efeito direto na Economia Nacional é do tipo Empréstimo Concessionais com taxas de juros a pagar, a longo prazo, em % bastante surreal  e ainda com períodos de carência muito alargado e negociável ao longo da “maturidade”, para o que hoje assistimos no Mercado Capital. De referir que este apoio só serve às Economias mais débeis.

Agora, vejamos! Cabo Verde passará a ser considerado na Categoria dos Países de Desenvolvimento Médio (PDM), em 2013. O que significa, na teoria, que o país irá conseguir “andar” com os seus próprios pés, i.e., desenvolver a sua economia sem grandes intervenções internacionais dentro das modalidades de apoios que acabamos já de referir.

Agora a questão consiste em pensar o que podemos fazer (Nós cidadãos e o Estado) para continuar a ver a nossa Economia a crescer e melhorar substancialmente o Estado Social e a sua sustentabilidade a muito longo prazo.

Não vale, apenas críticas; vale muito mais, como cidadãos evidenciar alguns fatores ou as soluções possíveis para ultrapassar as dificuldades. Que passa imperativamente por garantir que o país seja atrativo do ponto de vista do Investimento Direto Estrangeiro (IDE), absorvendo capitais para investimentos em áreas estratégicas para o Desenvolvimento Nacional, por exemplo, garantir que haja aproveitamento da Água do Mar para satisfazer as necessidades agrícolas e de certas atividades industriais sobretudo nas Ilhas com maiores dificuldades a este nível;

Segundo ponto: Garantir maior envolvimento das pessoas e empresas privadas nas causas sociais, isto é, promover o Empreendedorismo Social, por exemplo, o Estado deverá garantir reservas ou fontes de investimento onde todos os Empreendedores possam emprestar liquidez para dinamizar a Economia, criando mais emprego, melhorar as condições de vida e portanto melhorar a competitividade macroeconómica;

Terceiro ponto: Desburocratizar e (des)regulamentar  certas atividades que estão a bloquear os investimentos, i.e., tornar os nossos Sistemas Fiscais e as áreas Administração Pública cada vez mais flexível, e portando reformular as políticas do Estado, pensado nas reformas  que deveriam há muito ter acontecido.

Uma outra área a ter em consideração é a Corrupção nas Instituições Públicas e a Segurança Pública. Quero dizer que muitos Empreendedores que, não tendo, muita afluência social acaba sempre por não conseguir levar as suas Ideias para a frente. Isso significa que existem projetos interessantes mas que não são exequíveis por este facto, como consequência teremos menos empregos disponíveis, menor concorrência, menor riqueza gerada (menor PIB). Claro que, por outro lado, é imperativo que o país garanta a Segurança Pública de todos os cidadãos e de todos aqueles que escolhem o nosso país por motivos de férias, lembrando ainda que o Setor do Turismo irá cada vez mais ser uma alternativa e o salvamento à Economia Nacional.

Apostando nesses fatores e evidentemente em outras áreas estratégicas poderemos garantir que o país nunca venha a passar por aquilo que hoje muitos países Europeus estão a passar. Vejam o caso dos País periféricos da União Europeia (Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha etc.) o que lhes custaram as más decisões políticas e os erros acumulados na Gestão dos bens Públicos. Notemos também que a Espanha será o próximo a recorrer aos apoios do Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos apoios da União Europeia para pôr a funcionar a sua Economia. Nós todos estamos solidários com eles como é óbvio, mas serve também para alertar aos países para que não cometamos os mesmos erros porque tem efeitos devastador nas nossas economias e nas famílias.
Nota: Este Texto respeita aos Acordos da Língua Portuguesa em Vigor.

 

AB, (09-04-11)

By MrBarrosw

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