Pensar Independência – Pensar atitudes Cabral

 

 

Pensar atitude Cabral – Pensar Independência©


... Eu acho que talvez  não…

O patrono da Independência Giné-Bissau- Cabo Verde

Amilcar Cabral

Amílcar Cabral foi de facto uma personalidade ímpar e singular para as duas Nações (Cabo Verde e a Guiné-Bissau) Lutou para que a independência fosse verdadeiramente um ganho sem precedentes, para que fosse uma vantagem perpetuamente estendida no tempo. Passaram mais de 35 Anos, em que os Países conseguiram, através do mérito Cabral, tornar-se em países livres e Independentes. Hoje, ele é considerado o pai da Nação Cabo-Verdiana e evidentemente a cor da bandeira e o hino de Guiné-Bissau e é também, para mim, um princípio que disciplina a cabo-verdianidade e o orgulho de ser e representar a tal “Lusofonia”.

Os anos passaram, as coisas mudaram… porque hoje vemos as coisas e pensamos o que poderíamos ter feito se o tempo voltasse ao mesmo momento em que o célebre Cabral viveu – pré-independência.

Cabo Verde

Cabo-verde ganhou importantes avanços a vários níveis, desde o desenvolvimento Agropecuária a Turismo e da Educação a Investigação. Melhorou exemplarmente quase todos indicadores macroeconómicos, o Índice Desenvolvimento Humano (IDH) foi melhorando, cada ano um pouco mais, tal como também aconteceu ao nível do desemprego em que o país deu importante passos, ainda que existem diferenças substancias no acesso ao emprego, desigualdade de oportunidades entre os géneros, existem menos crianças abandonadas, a mortalidades infantil, hoje, é muito baixo comparativamente com os anos após a independência. Claro que, falamos desses apenas como o título de exemplo porque efetivamente existem outras áreas em que o país desenvolveu importantes acções que o permitiu ter um performance responsável a nível internacional e aumentar consequentemente a sua projeção no mercado com que este partilha as suas transações económicas.
Por outro lado, Guiné-Bissau, é um país que não podemos dizer , infelizmente o mesmo que o seu congénere e irmão – Cabo Verde.

Guiné-Bissau

A instabilidade no mercado local, bem como as dificuldades estruturais graves que acompanhou o país desde a sua independência, são alguns problemas que fez com que este fosse considerado por vários anos consecutivo, um dos países mais pobre e um dos piores países do mundo para se viver. Como se não bastasse, o País entrou na rota do comércio da droga, passando assim a ser literalmente governados pelos traficantes, o que culminou com fortes golpes ao Estado de direito, assim como graves problemas sociais, entre outros problemas que torna o país num ainda muito mais vulnerável. No entanto há vários recursos que o país tem vindo a aproveitar para tentar lançar-se rumo ao desenvolvimento, juntamente com os esforços incasáveis das autoridades nacionais.

Já percebemos um bocadinho do que se trata quando falamos desses dois países irmãos, pertencentes ao grande grupo Lusófono, Comunidades de países Africanos de Língua Portuguesas (CPLP), Países africanos de Língua Portuguesa (PALOP) e nomeadamente outras organizações internacionais. Os dois povos estão unidos para combater os problemas sociais e juntos almejam o mesmo objectivo e que pode crescer economicamente e tornar-se, a longo prazo, países atraentes e com um futuro risonho para os seus cidadãos.

Agora, a ideia consiste em Pensar Independência versus pensar atitudes Cabral.

A independência é o estado psíquico ou mural em que nós sentimos verdadeiramente livres e não somos obrigados a dar satisfações a ninguém… Vejam: quanto atingimos a idade legalmente considerada “maior vacinados” 18 anos de Idade, em algum Estado, achamos que tudo aquilo que fazemos é o mais certo e mesmo quando achamos que estamos errados não voltamos atrás para nos corrigir, por exemplo: Vamos às noites, fumamos uns cigarrinhos, bebemos uns copos e tal e chegamos a casa lá paras as 7, 8 horas da manhã e se fossemos abordados com algumas questões pelo nosso Encarregado de Educação, repudiamonos-los imediatamente e os ignoramos ou ainda pode acontecer o pior. As nossas atitudes são as mais corretas? As decisões que tomamos, naquele momento, pode ou não vir a ser prejudicial para as nossas vidas futuras?
Bom. Sem mais exemplos e porque não quero, de alguma forma, criar complicações celebrais, e isso não representa o brainstorming; Para dizer que a Independência da República de Cabo Verde, nunca deveria ter acontecido (pelo menos e não em década 70) . Sou manifestamente contra a independência Nacional, porque quero fundamentar a minhas ideias, assim temos que:

Bandeira de Cabo Verde e de União

Européia (BRUXELAS: 200)

Se não fossemos independentes:

  • Seriamos hoje um país avançado porque seria Portugal… mas porque integrávamos o maior bloco da economia do Planeta – a Europa 27;
  • Estaríamos mais confiantes no processo de imigração [mobilidade livre entre os Estados Membros da UE]. Como sabemos, os cabo-verdianos em Portugal ainda não se conseguiram sentir-se em casa, para dizer que não estão integrados; a questão poderia ser outra ao perguntar-me quando seriam considerados uma comunidade integrada em Portugal;
  • Poderíamos participar no maior evento desportivo do Mundo, como a Madeira e açores por exemplo;
  • Teríamos o privilégio de ter a liberdade de viajar, por motivos de férias e outras modalidades válidas do acordo por todo o Mundo, coisa que pelo menos para já não temos. Para vir a Europa teremos que passar a prova do fogo e que a maioria das pessoas sem possibilidades financeiras não consegue porque motivos burocráticos e extremamente exigente;
  • Podíamos consumir produtos da marca Europeias de boa qualidade a preços muito competitivos;
  • Teríamos acessos, tal como os portugueses (madeirenses, açorianos e ainda as Ilhas Canárias, sendo este ultimo comunidade ultramarina Espanhola – Parte das ilhas considerados como sendo as Ilhas Macaronésia, ou ainda ilhas ultraperiféricas da EU, juntamente com a Republica de Cabo Verde) de investigar e ir estudar lá fora nas melhores Universidades do Mundo, através de milhares de cooperações com vários países do resto do Mundo, sobre um dos programas, por exemplo do ERASMUS, para além de tudo isso teríamos ainda o privilégio de, caso queríamos, de participar nas programas de estudos mundo;
  • Poderíamos todos regressar ao país a preços muito competitivos porque existiriam várias escolhas, pois as principais campainhas aéreas europeias (AIRFRANCE; BRITISH AIR; TAP; RAYNAIR ect.), não teriam problemas em fazer preços tal como fazem para a Madeira, Açores, Ilhas Canárias, em que por exemplo, chega-se a pagar 20 euros por Ida e volta;
  • Poderíamos ter um salário Mínimo Nacional (SMN) de mais de 485 euros, algo que não temos ainda. Por exemplo, hoje em Cabo verde os Chineses assalariam os seus funcionários miseravelmente tal como os agentes do turismo internacional, não há uma regularização naquele mercado que proteja os trabalhadores, dignamente;

E muito mais benefícios que poderíamos ter …

…os portugueses e muitos Cabo-verdianos gostariam de ver novamente como sendo Cabo verde uma parte de Portugal – Portugal maior e melhor!

Várias personalidades fluentes da política, em Portugal, tal como alguns cabo-verdianos gostariam de ver o País mais próximo de Portugal e…da Europa (Razão explicada pela parceria Especial CV-EU: Ano: 2007). Por exemplo, o antigo Presidente de Portugal, Sr. Dr. Mário Soares, através de uma entrevistas, deixou claro que não fazia sentido que o país fosse independente, uma ideia partilhada pelos analistas da política e relações internacionais.

Sidex

Dr.Barros

Porque é que não vejo vantagens na Independência de República de Cabo Verde


Cabo Verde é um país insular com pouco mais de 490 000 habitantes (área por Km2 correspondente a 4 033 e representa a posição165 em 195 países em termos da dimensão geográfica), não tem grandes recursos naturais, apresenta deficits em água potável o que representa um outro problema a qual o país ainda não consegue resolver. Ainda por ser insular e como se não bastasse, o Continente mais próximo é o mais pobre do Mundo – A África.
VA Educação em Cabo verde constitui um problema social, pois não existem grandes pólos de Investigação, as Universidades e Centro de Estudos Superiores não apresentam grandes qualidades, o Governo não apoia o aparecimento de Investigadores Nacionais, não temos nenhuma Escola superior de Medicina, bem como a falta de materiais para efeito de estudos académicos em quase todas as Escolas Nacionais, desde primário ao nível superior.
A saúde representa um outro problema, o país não tem grandes infra-estruturas hospitalares, os hospitais não têm capacidade para fazer muitas intervenções cirúrgicas e outras especialidades igualmente que exigem maiores cuidados de tratamento.
O arquipélago não consegue, sozinho, ir além fronteiras. Os escassos recursos nacionais evidenciam um grito de desespero.
OS países Europeus, tal como acontece com outras economias do globo, aproximaram-se economicamente de tal maneira que temos hoje uma Europa Unida (União Europeia), uma união que se traduz claramente em avanços sociais, económicos, políticos etc. A razão desta união constitui um acto inteligente e perfeitamente natural, já que, os países precisam um dos outros para conseguir atingir certos níveis de desenvolvimento. Vários países Africanos também o fizeram, basta ver para as comunidades SADEC, CEDEAO, UA,  Magrebe etc. Tudo isto para se aproximarem um dos outros para que se pendessem juntos, conseguir se desenvolver.

A soma do esforço conjunto é superior as somas de todos os individuais” Isto para perceber a importância unirmos para vencer certas circunstâncias naturais e desenvolver as nossas comunidades e chegarmos aos objectivos a que propusemos.

Portugal e Cabo Verde Agora pergunto. As dez ilhas Cabo-verdianas integradas na Comunidade Europeia, seria ou não importante para os Cabo-verdianos? Obviamente, que as opiniões podem divergir-se porque nem sempre conseguimos estar em sintonia cerebral, ou melhor nós pensamos de forma diferente logo agimos em função disso.

Cabo verde continuará a ter sérios problemas de desenvolvimento, pois continua a não criar condições para que se possa desenvolver fontes de riquezas nacionais. Os problemas acontecem, ainda mais quando os apoios internacionais forem diminuídos. Reparem: quando o primeiro compacto do programa norte americano, o Millenium Chalenge Account (MCA) fora atingidos, ouvisse na altura, pela comunicação social, a dizer que Cabo Verde já não conseguira um segundo apoio deste programa porque este passara então a ser considerado um País de Desenvolvimento Médio (PDM). Acontece que, o Governo apercebeu-se que estaria perto de ter as cordas atadas ao pescoço, pois muitas das promessas feitas a longo das campanhas eleitorais poderiam não vir a ser e o país teria sérios dificuldades em poder andar com os seus próprios pés, i.e., a debilidade da sua economia e a fraca produtividade nacional não o permitiria auto-sustentar-se mais do que três a quatro meses sozinho, no fundo é um país que depende e dependerá fortemente esforços das outras grandes economias. O país não pode a longo prazo, se nada for feito em contrário, conseguir grandes avanços económicos. Os impostos que os cabo-verdianos pagam representam uma injustiça social na minha opinião, para o nível de desenvolvimento que este representa, pois os Impostos são altíssimos e que dificilmente o Governo o possa vir a aumentar ainda mais, mas há um outro problema: Como é que o país consegue controlar o deficit orçamental e a dependência económica face as sua necessidades a longo prazo?

Vamos ver alguns dados macroeconómicos de Cabo Verde (Ano: 2008)

Em 2008, a Dívida Externa (DE) de Cabo Verde representou um saldo liquido negativo de empréstimo de mais de 75% de toda a sua riqueza produzida, isto é, o indevidamente das empresas nacionais juntamente com o Estado e outros setores da economia face ao exterior representou mais de ¾ do PIB. Isto para dizer que grandes avanços económicos que verificamos naquela Economia provem integralmente do exterior, se bem que o país tem vindo a tentar, através de diversas políticas estratégicas nacionais, reduzir o peso que do endividamento e da dependência económica, ainda que este não qualifica uma economia, pois, por exemplo, a economia portuguesa, em termos gerais, representa igualmente uma elevadíssima taxa de representativa deste indicador, tal como, Ainda, os gigantes da Economia EUA, Índia, França, Inglaterra etc. – Quando se fala em Economia do tipo muito aberta, lembramos logo do elevado grau de abertura face exterior de quase todas grandes potências Mundiais, ainda que os Países emergentes – os BRICA (BRASIL; RUSSIA; INDIA; CHINA E “ANGOLA”). São assim considerados pelo facto de conseguirem reduzir o Endividamento, ter um controlo sobre as contas públicas, gerir as suas reservas eficientemente e também ter uma responsabilidade ambiental acima de tudo.

Cabo Verde continua a ser escolhido como sendo uma economia de oportunidades, pois o Investimentos Directo Estrangeiro (IDE), um indicador que mede o grau de envolvimento de países terceiros na Economia Nacional através de investimentos, mostra que uma parte importante das verbas canalizadas no mercado nacional, o que representou no Ano 2008, por volta de 3% do PIB, é direccionada em quase metade para o sector do Turismo (45%); podemos ainda falar nas influências que a Imigração tem face ao aumento do PIB, a qual constitui cerca de 5% de todos entrados no País. [Estes dados são referentes a 1.º trimestre do ano 2008]

Um outro dado que gostaria igualmente de analisar é as Reservas Internacionais líquidas, que passam a garantir até 4 meses de Importação, o que significa que nos últimos anos (períodos ao longo da Conjuntura económica) felizmente, aquela economia deu alguns sinais positivos da Exportação (EUA, Holanda, Portugal, Países da África central e austral) e a redução das Importações de alguns tipos de bens de consumo e serviços. Isto poderá representar um crescimento do mercado nacional a nível de produtos primários.

Estes dados estatísticos dão-nos a entender que o país começa melhorar a sua performance no padrão da Economia Internacional, no entanto a questão persiste, pois os ganhos que o país tem vindo a conseguir se deveu a fortes apoios dos países mais desenvolvidos e constantes perdões de dívidas e aumento ou alargamento dos prazos.
Talvez hoje, não faz muito sentido falar da independência do País, enfim dos erros ou resultados, pois é já uma coisa do passado, e, dificilmente poderem evidenciar o statu quos e pensar Independência e atitudes Cabra.

Houve momento em que já valeu a independência mas são tal que poderá não justificar a decisão. Quem é que não queria ver o seu país livre? Todos queríamos, obviamente. Podemos perguntar, sem enfatizar o efeitos, estar livres de quem? os próprios português já passará, pré 25 Abril de 1974, por atos impensáveis e ridiculamente humanos, quando as pessoas eram perseguidos pelos apoiantes do Salazar. Casos não estão lembrados: Em Portugal para andar com isqueiro teria que ter a permissão do Representante local; trabalhava-se horas a torto e a direito, recebia o quê? Apenas teriam direitos a levar para a casa produtos alimentares e mais nada. Assim, os portugueses quisessem a sua independência tal como os Cabo-verdianos para se puderem expressar livremente e dizer “ Somos um povo livre”. Se os Cabo-verdianos tivessem esperado um bocadinho mais veriam de certeza, a sua liberdade pacífica e sem grandes problemas…

***Os textos estão em conformidade com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, 1990 e 2010*** ( Escrita em Adaptação).

AB ©

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Por MrBarrosw

2 comentários a “Pensar Independência – Pensar atitudes Cabral

  1. caro amigo Adérito

    Se calhar ate bo tem razão se bo bem repara agora tava faze tudo sentido cverd pertence a portugal nao por no ter nome portugues mas sim poder ter maiores beneficios na uniao europeia, mas se no bem leva em conta kes principios de cabral e se nos agora no vivesse o k nos ante passados vive mim bo no tinha tud interesse em ser livres e luta k força pk k tem coisa mas bom do k ser independent…cverd podia ser diferent sim ou pa negativa ou pa positiva portant no k sabe bem diferencia isso agora entao no vive nos present no disfruta d kel cabo verde bom e sabe k no tem no honra cabral e no orgulha d kel africanidade k no te traze na sangue…

    • Alexandre DUVAL

      em reposta…

      Faz todo o sentido as suas ideais e soube, particularmente, manifesta-las no sentido patriótico e responsável sem pôr em causa os Princípios do patrono Cabral.
      Permita me dizer que Cabo Verde teria melhores beneficio, na minha opinião, se tivesse sido um país não Independente, ou melhor se fosse uma região AUTÔNOMA do tipo – Estatuto Político-Administrativo da Regional, assim a “região” teria controlo sobre as suas contas internas e além disso, beneficiava de todos os apoios consagrados na Constituição da República Portuguesa (CRP) para as regiões autônomas.

      Repare: O país continura livre…pois como podemos ver, a Madeira é livre mas não independente convém entender estas diferenças.

      Nós somos livres, meu caro amigo DUVAL, mas ainda não somos efetivamente independentes porque conforme sabemos, o nosso país continua a ter sérios problemas a nível econômico e financeiro e precisa ou precisará de mais 500 anos de Portugal para que este o ajude a atravessar o oceano e perceber “o que custou a liberdade”

      Adérito Barros,

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