Padjinha legal. Para quando?

padjinha cabo verde

Combater a comercialização ilegal e o “consumo” das drogas em Cabo Verde sempre foi uma das principais preocupações das nossas autoridades competentes, conjuntamente, com a colaboração fugaz dos diversos parceiros públicos, organizações não governamentais (ONG) e instituições particulares mas também em especial as famílias.

Depois de todos esses anos de árduo trabalho no terreno, conseguiu-se pôr atrás das grades muitos milhares de pessoas à margem da lei (ou não!). Porém, aquele que parecia o exemplo, já não o é. Ou melhor, é, mas não chega. Pois continuam a suceder casos semelhantes a cada segundo. Mas porquê? Estará a falhar alguma coisa? Sim.

O problema maior é que continua a aparecer, a cada dia, novas gentes “marginalizadas” a procurar cultivar a padjinha** e leva-la à comercialização no mercado subterrâneo, mesmo sabendo da sua ilegalidade e das pesadas consequências que podem suceder através dos processos judicias.

Esta droga já prejudicou (prejudica) milhões de pessoas em todo o mundo, inclusivamente já provocou a morte e continua a abrir o caminho à infelicidade de centenas de pessoas transversalmente. Não porque esta droga é perigosa, mas porque quem a consome não terá controlo sobre si mesmo. Muitas vezes, consumir esta estupefaciente é vista como abrir caminhos para o consumo de outras drogas com efeitos colaterais imprevisíveis, assim os consumidores regulares se deixam levar pelas drogas mais “pesadas” o que pode provocar situações mais críticas e no limite, ditar a morte da pessoa em causa. Continuar a ler

Por Adérito Barros

Voltar ou Ficar?

Portugal e Cabo Verde

Ao longo das últimas décadas os estudantes e os imigrantes cabo-verdianos em Portugal, foram criando sucessivamente laços de amizade, simpatia e uma saudável relação laboral que os permitiram alongar o regresso, em muitos casos nunca sucedeu. Houve momentos particularmente conturbado durante a década 70 e inicio de 90 mas nem por isso forçou o regresso, pois o país estaria mal mas ainda assim menos mau do que Cabo Verde. A questão é que todos sabiam de que havia sempre espaço para que houvesse melhorias económicas, e como consequências melhorias no mercado laboral. Com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, em 1986, renasceu também a esperança e a convicção de haveria bons motivos para que se pudesse continuar. Contudo, houve muitos que não pudessem esperar por dias melhores, assim seguiram outros sonhos e encruzilharam o caminho. Re-emigraram para outros países com melhores performances económicas e potencialidades; escolheram França, Luxemburgo, Holanda, Estados Unidos da América entre outros.

Passando todos estes anos, há, agora, uma força maior que está a nos provocar uma forma diferente de lidar com a nossa permanência no território português. Um país que é, para mim, seguramente, a segunda pátria dos cabo-verdianos pela nossa história, aproximação genética e cultural. Esta força maior é nada mais, nada menos, a Crise económica e financeira mas também social que tem vindo a detonar a paciência e a esperança daqueles que cá vivem, incluindo, obviamente os cidadãos nacionais.

Continuar a ler

Cabo Verde e a vulnerabilidade Económica: Desafios e oportunidades


Desafios e Oportunidade à Economia Cabo-verdiana.

Sidex

Adérito Barros

A Economia cabo-verdiana está cada vez mais exposta à vulnerabilidade económica e financeira global e à instabilidade do mercado de bens e serviços de carácter duradouro, mas também dos “commodities” no sentido macro; o que pode mesmo tornar-se numa abordagem sistemática, se nada em contrário for feito. {minimizar os impactos externos e as tendenciais económicas globais, precisam-se já!}.

Há, no entanto, uma tentativa (muita tentadora) em descaracterizar a económica formal, penalizando-a através das medidas de austeridades [Reduzir os investimentos/gastos e aumentar as receitas através do agravamento dos impostos, ou, ainda surgimento de outros tipos de impostos que produzam efeitos no imediato], o que poderá conduzir o país à recessão económica ou, no limite, à uma superficial depressão.

Regista-se que Cabo Verde apresenta, em média, crescimento bruto anual em torno dos 5%, portanto, é uma taxa de crescimento frágil tendo em conta a sua robustez económica e as oportunidades emergentes no curto prazo. Teme-se, que, com o agravar das crises soberanas dos estados-membros europeus e de outros parceiros estratégicos do arquipélago; poderá, tudo isto, provocar uma onda de financiamento conturbada e ditar um grande tombo ao crescimento da Economia das Ilhas.

Creio que, a “austeridade” não será seguramente o único, ou melhor, um bom caminho para conter as despesas/gastos, aliás os países que procuraram este caminho estão claramente comprometidos com o futuro e com as suas gentes (economia social em profunda crise). Porque essas medidas estão a se revelar demasiadamente penalizadoras à recuperação económica. Basta verem, por exemplo, que das centenas de vezes que fora aplicado [austeridade] em Portugal, Espanha, Grécia e etc., não se notou grandes melhorias nem no acesso ao mercado de capital internacional (obtenção de financiamento através da emissão de bilhetes de tesouro, i.e., dívidas soberanas), nem na credibilidade e nem, ainda, a nível de melhoramento de índice de confiança interno e no clima do mercado laboral.

As verdades são que, tais medidas são executadas com vista ao controlo da conjuntura económico-financeiro e a reposição da confiança. Porém dado persistir uma profunda descredibilidade e desconfiança a nível dos potenciais credores à economia (financiadores), torna-se evidente procurar alternativas credíveis à execução orçamental e o crescimento económico e competitividade nacional. Não poderemos esquecer que o mercado mundial está a ser cada vez mais apoquentado pelos Especuladores (Especuladores são grandes empresas, Bancos e o próprio “Estado”). Portanto, não se pode dar ao luxo de procurar responder as ameaças económicas através da austeridade agravada quando existem outras vicissitudes mais em conta, em caso de Cabo Verde.

Não estamos a dizer que em momento financeiramente controverso, não se faz, fazendo, nada! Como é óbvio. No entanto deveremos, sempre que possível, procurar alternativas mais promissoras e suficientemente capazes de produzir resultados impreterivelmente positivos ou em caso extremo, não negativos. Pensa-se que o arquipélago não deverá seguir o caminho da penalização económica de não investimentos e/ou agravamento de impostos estratégicos, muito pelo contrário, deveremos garantir que haja (I) Fiscalização cada vez mais apertada; (II) maior rigor na disciplina orçamental; (III) cortar pela raiz a corrupção e (IV) promover uma cultura de excelência versada numa educação de qualidade em matérias de empreendedorismo, inovação, tecnologias e tudo mais estratégico na promoção da economia rumo à sua sustentabilidade. Não pensamos que cortar nos investimentos públicos em Cabo Verde seja uma alternativa suficientemente credível e nem tão pouco razoavelmente aceitável, na medida em que a nossa economia é ainda demasiadamente “curto”. Portanto, há, como sabemos, todo um conjunto de outras rubricas que deveriam ser trabalhadas com vista as suas melhorias e reformar sectores de actividades dos serviços e politicas fiscais, energéticas e tudo mais de forma a precaver eventuais fugas e agravamentos.

Umas das questões muito importante para às economias muito dependente económica e financeiramente do resto do mundo (como é inegavelmente o caso de Cabo Verde) deverá ser no sentido de fazer “mais com menos” recursos disponíveis (possíveis), i.e., afectar recursos de forma a optimizar e racionalizar os proveitos. Mas há, ainda, uma transversalidade de acções de melhorias e abrangência racional para todas as outras áreas onde o estado aloca os dinheiros públicos – A título de exemplo, parece-nos justo ”racional” que o governo se diligencie no sentido de “exigir”, legalmente, que os funcionários públicos tenham maior versatilidade e que produzem sempre numa lógica de eficácia e eficiência. Como? Através de formação, intra-empreendedorismo e talvez maior rigor no processo de admissão versus promoção das pessoas que sirvam o interesse público.

Mas há outros indicadores macroeconómico muito importantes que deverão ser corrigidos e melhorados. Temos que: (1) Gestão de Reservas Monetárias (incluindo remessas em divisas estrangeiros), (2) Balança Comercial, (3) Défice Orçamental, (4) Dívidas Externas, entre outros. Corrigir aqui significa preparar às áreas eminentemente contingências, por isso há que rever as políticas e medidas que possam provocar mais profundos impactos no longo prazo, sob pena de estarmos constantemente a ser “esmolados” e socorrer a perdão de dívidas permanente.
Acredito por isso, que o caminho ao desenvolvimento deverá ser aquele que pune exemplarmente as práticas incorrectas, antidemocráticas e corruptas.

As medidas fiscais deverão ser ajustadas (justiças sociais) e revalorizadas (separar o estratégico do “acessório”) de forma a provocar uma nova dinâmica à economia real e ordenar o movimento de mercado de capital e financeiro. Além dos Impostos, os investimentos, também, deverão ser claramente reequacionados e coordenados com mais racionalidade e sustentação. Portanto, não poderemos investir e depois não acolher “bons” frutos, ainda mais quando a liquidez é-nos concedida a título de empréstimos.

O crescimento e desenvolvimento de Cabo Verde estão, por um lado, fortemente penalizados pela desordem económica e pelo contínuo instabilidade no mercado das Energias, sobre tudo, este segundo, quando falamos em abastecimento regular da Energia às empresas e particulares.

Deveremos estar à altura de trazer para o mercado organizado toda a economia informal (economia subterrânea), criando, assim, maiores desafios económicos e melhorias em aproveitamento em sede fiscal através dos impostos sobre o património e o rendimento das actividades conexas. Por isso, creio que, se focarmos as sinergias no controlo do mercado informal e se resolvermos os problemas nucleares do sector das energias poderemos estar a propiciar e potenciar o desenvolvimento do país e elevá-lo, obviamente, à competitividade consigo mesmo e com as demais economias comparativas. Estes são esforços que deverão ser conseguidos já, aliás, deveriam ter sido conseguidos há, no mínimo, 15 anos.

———————

Adérito Barros,

- Economista -

Currupção e Incompetência. Não, Obrigado!

Currupção e Incompetência. Não, Obrigado!

As trajectórias de Cabo Verde ao longo dos últimos 10 anos têm vindo a aguçar o apetite dos investidores nacionais e estrangeiros, mas também atrair o regresso dos nossos emigrantes e contrariar a tendência da emigração, e, ainda, atrair uma vaga de imigração dos continentes visinhos (Europa e África). Nota-se, hoje, uma forte procura do mercado nacional, muito embora, demasiadamente centralizada no setor dos Serviços, ou melhor dizendo – no Turismo (Investimentos fortemente alocados nas Ilhas do Sal e Boa Vista). Todos os capitais investidos são naturalmente bem-vindos, pelo menos nas áreas que não façam refém a sustentabilidade do  le petit Pais (Cabo Verde). Porém, dado existir alguma tendência para a corrupção passiva e tendencialmente agressiva na parte estratégica das empresas nacionais e na máquina do Estado, torna-se evidente repensar um conjunto de e investimentos/gastos que já foi feito ou em fase de execução ou, ainda, em calendarização. Continuar a ler

Ilha do Fogo e Brava

A Ilha do Fogo vai ao encontro do abismo dia após dia, tal como a Ilha das flores (…).

 

Muitas vezes é injusto invocar as razões porque foram feitos muitas coisas pelos dois maiores partidos que vem governando os interesses dos cabo-verdianos. Ora os Movimentos para a Democracia (MPD), ora o Partido Africano Independente Cabo-verdiano (PAICV) cada um a governar ao seu jeito sem terem que dar satisfações a ninguém.

Mas há seguramente uma coisa de que não é nos indiferentes, a forma como vêm sido governados as coisas públicas e os interesses de maior abrangência nacional. Desde que houve eleição legitimado, vincado em democracia (uma democracia frágil pelas razões que todos conhecemos, anos 90) conhece-se enormes avanços macroeconómicos, melhorias nos principais indicadores sociais, como por exemplo, melhoria de qualidade de vida; transparências e índices corrupção; Índices de Desenvolvimento Humano (IDH); alfabetização etc… mas também a nível da economia real.

Não seria contudo de esperar que passado mais de 30 anos em que o país deixou de ser colonizado, em parte, que não tivesse tido atingido os mínimos níveis de desenvolvimento em várias vertentes. O mérito é, pois claramente de todos os governantes, mas apenas em parte. É, talvez, para ser mais pragmático, uma vitória merecida de todos os cabo-verdianos das várias gerações, que ao longo de várias décadas procuraram incansavelmente galgar as fronteiras e ultrapassar todas as barreiras em busca de algo que lhes pudessem ser útil, mas no seu país de origem.

Procuremos a emigração, primeiro em África depois um pouco mais além. Resultados da Emigração? Muitos mortos cujos corpos, em muitos casos, ficaram muito longe da terra que os viu nascer; mas afinal nem tudo correu assim tão mal. Houve, entretanto, quem pudesse vingar da nossa história, aliás, foram muitos com certeza; e que portanto foram investindo os poucos que tinham nas suas terras, criando hoje um Cabo-Verde melhor. Mas esse não foi a única causa maior, sabemos que sem isso não teríamos hoje a felicidade de nos puder orgulhar deste Cabo Verde que procriamos outrora, e que continuemos a todo o custo, através dos mecanismos legais, a procurarmos melhorias em tudo.

Pensa-se que o Cabo Verde que  temos hoje poderá não vir a ser um cantinho de que todos queremos um dia nos orgulhar, na medida em que várias Ilhas têm vindo a ser claramente empurrados ao isolamento e ao passado, pelas piores razões. Vejamos, por exemplo, que a Ilha do Fogo que já foi no passado recente, uma das mais importantes centro urbano de Cabo-verde, hoje está cada vez mais isolado e empobrecido quando as outras Ilhas ganharam avultados investimentos e gastos públicos.

Não podemos cingir à realidade do País, falamos das dificuldades de Ilha do Fogo, mas também estamos todos muitos conscientes das dificuldades que outras Ilhas vêm enfrentando no panorama nacional, ultimamente.

A Ilha Brava que aos poucos está-se, também, a deixar-se cair pela solidão e pelo contínuo isolamento, porque dizem eles (os nossos governantes) que os investimentos não são rentáveis, do ponto de vista económico-financeiro. Mas não se pode analisar os investimentos de carácter público baseado por inteiro em questões financeiras. Há seguramente investimentos ou se quiserem gastos públicos que devem ser executados mesmo com prejuízos, no curto e médio prazo, porque podem representar necessidades primárias. É o caso do aeródromo, de Porto da Furna com mínimos de condições de acessibilidade, em fim de todo um conjunto de gastos que devem ser encarados como o alavanca ao desenvolvimento da Ilha.

Mais do que tudo a Ilha das Flores precisa rapidamente de uma escola Professional mas com elevado padrão qualidade e excelência de ensino ou caso contrário é melhor o nosso governante alocar tais investimentos para a Cidade onde o viu nascer.

Sabe-se que nenhum investidor se propõe a fazer pequenos e/ou grandes investimentos naquela Ilha, porque não se garante infra-estruturação para que haja laboração em condições dignas e prósperas. Uma Ilha da Brava que foi tão importante para a nossa história, hoje é apenas uma pequena Ilha vizinha da Ilha do Vulcão que, este segundo, infelizmente, também se encontra ao mesmo rumo.

São Ilhas que compartilharam desde sempre histórias muito semelhantes, são por isso elas as mais devastadas pela dificuldades económicas e sociais em todo o Cabo Verde. Não por compartilharem a mesma história mas porque o destino que os nossos políticos as traçaram foi nesse sentido, um sentido para o abismo.

Porque estávamos, no inicio deste artigo, a falar sobre os nossos governantes, lembramos que esmagadora maioria deles são provenientes de cidade com maiores expressões a nível populacional, basta ver que quem normalmente ganhe as eleições para o executivo são gentes de Santiago e por isso estão demasiadamente interessados em investir naqueles concelhos mais populosos com objectivos claramente de interesses pessoais (acima de tudo), assim muitas das Ilhas que não tendo grande representatividade a nível governamental ficam quase sempre à mercê da generosidade das organizações não Governamentais e pequenas cooperações nacionais e internacionais ou ainda dos seus concidadão que se encontram emigrados.

Pensa-se, por outro lado, que o Governo está a querer deixar que a Ilha continua a ser governada pelos emigrantes na medida em que 80% das famílias, com grande enfoque para as monoparentais, recebem um importante apoio financeiro e também de bens consumo primários, e em muitos casos dependem quase que exclusivamente das remessas dos seus familiares então emigrados para fazerem face as suas despesas correntes.

Lembramos que essas Ilhas fazem parte de Cabo Verde, de um Cabo Verde maior, mas de um Cabo Verde quiçá melhor.

Fico triste, aliás muito incomodado por nada poder fazer, pelo menos para já.

Vejamos que as riquezas regionais são infinitas, na medida em que os recursos que Ilha dispõe pode claramente ser duplicados, triplicados e exponenciadas etc.,  ou como quiserem (…) Mas uma coisa sei Eu, não podemos continuar com as mesmas políticas; não, isso não!

Muitas vezes pensamos que melhor do que aquilo ou aqueloutro dificilmente podemos fazer, pois não; não nos parecem que um verdadeiro cidadão seria capaz de fazer tão mal as coisas públicas como alguns dos nossos governantes o fazem. Estão sistematicamente a obstruírem as nossas histórias, ora através dos nossos principais centros urbanos (de referir que a Cidade de São Filipe têm vindo a desmoronar –se  dia a pós dias, mas que nada se têm feito em contrário para impedir tal efeito. Mais ainda, vejam que são construídos edifícios novos que contradizem perfeitamente a sua paisagem arquitectónica, etc.).

São Filipe é uma cidade Património e o edil deveria se sentir parte deste valor inestimável que ela representa em Cabo Verde, mas muito pelo contrário nada se têm feito em melhoria, alegando quase sempre dificuldades na transferência de liquidez por parte do poder central. Não basta pensar nos efeitos que alguns investimentos privados representam hoje, mas sim em todas as variáveis futuros, i.e., garantir a sustentabilidade do próprio projecto. Com o perfil tradicional dos sobrados, isto é útil para a exploração do Turismo? Se sim, porque então provocar a sua destruição.

Tal facto também acontece com Vila Nova da Sintra na Ilha das Flores e que portanto não é de facto apenas coisa nossa (Ilha do Fogo).

Invocar tais reacções, não implica necessariamente conjugar todo um conjunto de sinergias para provocar melhorias, queremos acreditar que elas estão patentes e que carecem de atenção.

Há praias lindas ao longo de toda a costa da Ilha, mas de que servem para o desenvolvimento do Fogo? Há bom Café, pois há! O que ê que estamos a ganhar com isso? Há Vinhos, aguardente e grogu, poderíamos aumentar a nossa exportação para as outras Ilhas e para à diáspora? Sim, poderemos… mas como?

Nota: Este texto foi publicado, primeiro em Forcv.com e depois nesta página.

Por Adérito Barros

Quem será o próximo Ditador da Câmara Municipal de São Filipe – Fogo? Será ele tão mentiroso quanto o outro?

As coisas estão a mudar…pois  estão!

Há tempos fiz publicar vários artigos que davam conta de um conjunto de problemáticas no seio da Democracia e da Governabilidade na  Administração Pública Cabo-verdiana. Não querendo, contudo demonstrar as minhas convicções políticas e nem tão pouco as minhas ideologias enquanto ser neodemocrático, mas torna-se necessário evidenciar estes assuntos, como forma de expressão e de liberdade democrática, no sentido obviamente crítico e  fundamentado. Não venho à comunicação social apontar dedos a ninguém, deixando recados. Quando o faço é no sentido directo, independente e responsável. Eu sou, Adérito Barros, crescido e educado na Ilha do Fogo e, por isso, mas por muito mais,  que conheço, na primeira pessoa, a realidade daquela Ilha como ninguém, aliás tenho a percepção de que, à distância, entendemos coisas que não de perto não se entendem.

Por Ilha do Fogo tudo farei para que a sua própria dignidade não seja posta em causa, denunciado por isso práticas anti-éticas, anti-sociais, anti-democráticas mas também todas as práticas que põem em causa o seu desenvolvimento e crescimento a nível económico, social e ambiental.

A Ilha do Fogo não conhece melhorias desde há anos, não é o “anel rodoviário” que alavanca o crescimento Económico e o desenvolvimento da Ilha, nem tão pouco levar as bandas brasileiras para actuarem na Festa do Município – nhô Sanfilipe – é muito mais do que isso. É a forma como são desencadeados os Gastos Públicos versus Investimentos, são os dias perdidos em discussões infrutíferas, mas também é tudo àquilo que já devia ter sido feito mas que não se fez, ficando à mercê de uma promessa. Pensando melhor, desenvolveu-se pois mas não ao ritmo minimamente espectável.

Um dos maiores problemas que o Ilha vem enfrentado desde sempre, prende-se provavelmente,  com as “fuga de cérebros” para as Ilhas vizinhas, e eventualmente para os EUA, Portugal e países Terceiros porque não somos capazes de os manter e os trazer para a Ilha, proporcionando-os de condições minimamente aceitáveis, pelo menos.  São talentos que todos os dias procuram outros destinos, porque na Ilha o futuro nunca existe.

Os bons alunos que procuram o estrangeiro, ou mesmo outras Ilhas para fazerem as suas qualificações, são esses que nunca mais regressam. Mas são talvez  esses os mais importantes no desenvolvimento da Ilha, porque além de serem jovens são, na sua maioria, potencias empresários e profissionais público e privado pois são portadores de conhecimento e competências (académicas), além disso, não podemos ignorar Experiências curriculares . Claro que todos os foguenses contribuem arduamente para desencadear o tão esperado desenvolvimento, mas que por si só não são suficiente sem os esforços da contingência legal, isto é, dos apoios da Câmara Municipal conjuntamente com os do poder Local ou eventualmente do sector privado e outras organizações não governamentais e associações etc..

Queremos ter uma Ilha competitiva, pois queremos! Mas quem são essas pessoas capazes de a tornar competitiva, o Dr. Eugénio Veiga?

A Ilha disponha naturalmente de um património intelectual ímpar em todo  Cabo Verde, mas onde estão eles? Encontram-se nas  melhores Universidades Portuguesas, Brasileiras etc. alunos da Ilha que se destacam claramente entre os milhares de alunos de variadíssimas nacionalidades; muitos desses terminam as suas graduações com médias de distinção. O que lhes fazem voltar à Ilha? As praias (Fonti Bila, Barcabalero, Ladjeta?!) e a praça do Presídio ou, ainda, o Vulcão? Essas não são seguramente os únicos motivos, então e o emprego? E se tivessem uma colocação, regressavam? Ou, se tivessem formas de financiar as suas ideias poderiam regressar? [ Nesta rubrica não ignoro as competências do empreendedor, mas sem recursos disponíveis torna-se claramente difícil demonstrar as suas capacidades]

Poderiam, os novos ” intelectuais” Foguenses, regressar à Ilha? Pensa-se que todos gostariam naturalmente  de regressar à Ilha que nos viu nascer, contribuindo por isso, para o seu desenvolvimento. Não nos podemos dizer que a Ilha está a desenvolver- se se isto não corresponde à realidade, antes fosse pois. Mais importante do que construir, voltar a construir, arranjar uns buracos aqui e acolá, voltar a adaptar etc, não seria importante, por exemplo, construir uma Centro de Formação a nível Superior para servir a Ilha e a sua vizinha Brava?  Somos já perto de 45 mil pessoas (Brava e Fogo) e por isso temos alunos mais que suficiente a ponto de justificar um possível Investigação. Construir uma Escola Superior e depois não ter empregos possíveis? Vale a pena? Vale a pena sempre o conhecimento, aliás como se sabe o conhecimento é o melhor investimento que podemos fazer em toda a nossa vida. Com tudo isto, penso  dizer que é preciso criar condições para a aprendizagem, criando esses esforços, penso que os foguenses têm a capacidade e habilidades  para fazer acontecer tudo, que até então parece impossível.

A incompetência e inexperiência dos possíveis candidatos à Presidência da Câmara Municipal, deixa-nos a todos á beira do ataque dos nervos. Não estamos a dizer que não são gentes boas, aliás são todos, como sabemos! Mas ser gente boa não implica quase nada, do ponto de vista das competências. Para que nós possamos melhor perceber isso, poderíamos nós perguntar quem são esses possíveis candidatos, avaliando os nos seguintes aspectos, por exemplo:

Experiência na Governação pública; (Conhecer os grandes erros cometidos, mas também o quão importante foram as suas decisões ou influencias nas medidas do governo ou para a região).

Experiência Profissional em Gestão; (Pode ser no sector privado, isto é, compreender se fizeram histórias à frente da empresa, avaliar a capacidade de liderança e persuasão entre outros aspectos – liderança).

Grau de envolvimento nos projectos mais importantes para o desenvolvimento de Ilha (Participa activamente
nos esforços de desenvolvimento de CV? Conhecer os contextos em que tudo aconteceu…Já praticou actos  de corrupção, qual a gravidade dos actos?).

Espírito inovador? ( O que ele pode fazer para  a tornar numa Ilha competitiva, Fazer mais com menos, exportar mais e  importar menos, Pode tornar os produtos regionais numa marca “made in cabo verde”?).

Ambição política – até onde pretende chegar, o que pensa fazer, como é que gostaria que fosse reconhecido, depois da vida activa no sectgor ?!…).

Grau académico a nível superior; (Mestrado e/ou Doutoramento e prestígio da Universidade de origem, bem como a dedicação em termos absolutos – média final.

Conhece bem a realidade da Ilha do fogo?

Entre outras realidades…

Bom, são estes aspectos que devem ser claramente conhecidos e que todos os candidatos à CMSF deveriam vir a pública fazer saber. Não dizendo isto e depois dizer ás pessoas que vão fazer do aeródromo um Aeroporto Internacional, ou do Vale de Cavaleiro ( porto ) ao Porto de águas profundas ou até uma ponte que liga a Ilha do Fogo à Ilha Brava. Por amor aos foguenses, não se atrevem, por favor.

Ao terminar este texto gostaria de compartilhar um pequeno conselho com os possíveis candidatos ” queres ganhar as eleições? – aprendes mentir  e bem rapaz, ok? – Dizes às pessoas que vais construir uma ponte que vai ligar o Fogo à Ilha Brava. Um conselho de amigo*

Eu Sou Adérito Barros, fidju di terra.

Por Adérito Barros

Eurobonds Sim ou Não?

Eurobons, sim ou não? União Europeia? Quanto tempo mais… Cabo Verde com Euro? Sim para muitos e não para alguns. A preocupação dos países com maiores projecções económicas a nível europeu, é manifestamente pessimista quanto à esta proposta anunciada pelo Presidente da Comissão Europeia, o Ex. Primeiro-Ministro de Portugal – Durão Barroso.

Na verdade, o problema da Zona Euro não se limita apenas ao risco de incumprimento financeiro dos países periférico mas também no descalabro financeiro e no colossal esforço para o conter. Está mais do que evidente de que os Países Membros cuja moeda comum é o euro (Europa 17 – Euro Zone), não se vão conseguir safar desta crise (pelo menos nos próximos 4 anos), aliás não estamos a falar de qualquer Crise, pois parece-me óbvio que esta é a mais intensa Crise Económica e Financeira que há memórias. (Pensa-se que não vale a pena comparar esta Crise com as do passado, pois são histórias diferentes e como tal não se comparam. Aliás, vejam que a comparação que muitos dos analistas financeiros fazem, é no sentido de a comparar com a crise da 1ª ou ainda a 2ª Guerra Mundial. Não se pode comparar uma Crise com origens na especulação e na Crise Imobiliária (subprimes, USA (2007?)), com uma crise cujo o princípio apenas se desenvolveu por mero interesse soberana daqueles que nela envolveram).

As políticas monetárias revelam-se, na minha opinião, manifestamente infrutíferas. Desde logo, porque não se conseguiu definir um padrão geral aceitável e de capital abrangência, no que conserve às prioridades dos Países Membros. Parece-me, todavia que as medidas tomadas ao longo dos últimos 10 anos só prejudicaram o bom funcionamento da máquina do Estado de cada País Membro, na medida em que não se conseguiu actuar sobre os reais problemas, para as áreas a foram dirigidos os Financiamentos, Investimentos, despesas e Gastos. A título de exemplo, deixam-me elencar alguns exemplos que considero notáveis. Por exemplo: Os financiamentos, através de Fundos Social Europeu – FSE para à educação, uma importante parte do dinheiro seguiu outras prioridades, mas que não são prioridades… vocês me percebam? Pronto, então é isso! Um outro exemplo, Pagar os agricultores para não produzirem? Mas isso faz algum sentido? Faz, sim, mas apenas na cabeça daqueles que a conceberam.

(Estávamos a falar de Eurobons…)

Mas afinal porque há tantas polémicas a volta disso? Por que raio a Alemanha sempre contesta esta proposta? E, por outro lado, porque é que Portugal, Grécia ou Irlanda dizem -deverá ser aprovado o eurobons quanto mais célebre possível?

Recordemos, no entanto que as medidas têm sempre subjacente o princípio de melhoramento a nível de competitividade, performance e, portanto na melhoria das condições de vida dos europeus e, também, na sua maior aproximação cultural. Começando na promoção da paz, prosperidade e crescimento económico de modo a proporcionar a todos os cidadãos europeus de mais e melhores condições de vida, apostando na excelência e máxima qualidade.

Lembremos, por outro lado que o lema da União é In varietate concórdia, pois tem um componente culturalmente muito forte.

O problema, neste momento, não está nas soluções e nem as soluções de imediato são parte do problema. Se a União vier a aprovar a emissão do título da dívida comum, o eurobons, repartilhar-se-ão os esforços, assim estamos perante o lema que acabamos de recordar. Deste ponto de vista é bom. É, não é? Talvez, não tão bom quanto parece, porque: Vejamos, os alemães pagam uma pesada carga fiscal para ver reconhecido o seu mérito. Mas mais do que isso para garantir uma Alemanha mais forte e, por conseguinte uma Alemanha capaz de proporcionar aos seus cidadãos de uma merecida qualidade de vida. A partir do momento em que a proposta entrar a vigorar a Alemanha passa a ver os seus esforços repartidos com àqueles Estados Membros que andaram a fazer do dinheiro público Investimentos (?) que são se mostram frutíferas.

Portugal quer esta política a funcionar já, tal como a Grécia… pois, todos queremos… Eu também queria que os Alemães trabalhassem para me sustentar enquanto ando” na vida louca” mas é justo? Mas e se os Alemães o fizer ao contrário, será injustiça?

Eurobonds, sim ou não? Se for uma solução real para a dissolução com efeito no imediato da crise europeia (zona euro) sim. Mas qual é a garantia de que isto faz alavancar a economia?

Mas será que isso tudo fica apenas pelos eurobons? Talvez não, eu penso que a união europeia pode estar na eminência do retrocesso do tratado que a institui – Maastricht (1992). Pode, eventualmente não extinguir mas de maneira que as coisas estão a correr, revejo muito pessimismo em torno da sua sustentabilidade, sobretudo para os Países Membros cujas dificuldades económicas vão se agravando. Prevejo que poderá vir surgir uma nova forma de pensar a Europa (União), na medida em que os mais fortes podem, muito bem, provocar a criação de uma outra organização, que não seja de âmbito europeu mas para apenas as maiores economias (Alemanha, França, Inglaterra, Holanda, Itália (?) e pouco mais).

Cabo verde manifestou-se o interesse em vir adoptar a moeda euro no seu sistema financeiro e como meio de pagamento generalizado.

Bom, se implica reais vantagens à economia Cabo- Verdiana, porque não? Não penso que seja uma boa ideia, pelo menos para já. Na medida em que a Economia cabo-verdiana é demasiadamente jovem e é economicamente muito vulnerável ainda que manifestou-se ao longo dos últimos 10 anos uma taxa de crescimento anual que deixa bons indícios, mas que em nada traduz uma garantia da sua própria sustentabilidade. Se o País vier a negociar e se o resultado for positivo, terá certamente um choque financeiro sem precedente.

O facto de Cabo Verde querer adoptar a moeda utilizada pela zona económica exclusiva – Euro 17 não quer dizer que seja concretizável, dado existir um conjunto de formalidades que poderão não vir reconhecer Cabo-Verde como sendo parte desta moeda.

Esta ideia foi manifestada talvez apenas como uma ambição política e por isso, como pode-se considerar uma promessa do tipo político, é meramente um jogo político daqueles que apenas querem afundar o país, praticando coisas a qual lhe chamam “ boas intenções” mas que não não as são. Rejeita-se a formação a nível de Economia para perceber que se o território nacional vier concretizar esta política, poderemos estar muito provavelmente a caminhar para o abismo.

Queremos ser Europeus, pois queremos! Queremos ter o euro como moeda nacional, pois queremos! Mas afinal é imperativo para o desenvolvimento e crescimento de Cabo Verde, ou existem outras alternativas que sejam melhores? Se sim, óptimo! Mas como saber se é de facto útil para o País? Através de análises de viabilidade? Sim, mas isso chega? E, estas histórias todas que estamos a viver na Europa, hoje, podem servir de exemplo?

Cabo Verde terá certamente enormes vantagens em aproximar-se à Europa, recuperando por isso o passado. Aliás já postei aqui vários artigos que dão conta desta análise. Cabo Verde já foi Europa, na medida em que era parte de Portugal, e por isso não foi muito bem ponderado a sua independência e agora queremo-nos aproximar…

AB, um abraço amigo.

Por Adérito Barros

E agora Cabo Verde ?

Primeiro Ministro de Cabo Verde

E agora Cabo Verde?

… e agora Cabo Verde? – A nossa Economia está preparada para novos desafios a partir do ano 2013?

Em tom solene a sua excelência, o Sr. Primeiro-ministro – Dr. JMN, veio ao público dizer que afinal aproximam-se tempos difíceis para Cabo Verde, alegando que a conjuntura Internacional é o principal fator para uma eventual instabilidade na Economia Nacional – apontando o dedo às dificuldades da soberania Portuguesa.

O país enfrentou ao longo da sua Independência, um conjunto variado de dificuldades na sua Economia Real, passando pela extrema pobreza, elevadas taxas de desemprego, problemas nos abastecimentos da energia, problemas no ensino, na saúde enfim; como vemos, de facto esses anos foram tremendamente difíceis para Cabo Verde. Ainda que foram diminuídos substancialmente alguns problemas, claro que, não como muito de nós gostaríamos naturalmente. Mas apercebe-se que houve muitas mudanças positivas introduzidas no sistema económico e político-social. A performance na Economia Nacional tem vindo a ganhar paulatinamente a sua massificação e a robustez necessária, ainda que, como é óbvio, precisaremos de mais 500 anos para podermos vivenciar uma Economia que na verdade beneficia-nos a todos – uma Economia de excelência.

Conforme disse, o nosso Primeiro-Ministro, o Dr. JMN, aproximam-se tempos difíceis a partir de 2013 – pois aproximam, Sr. Primeiro Ministro!

Pois aproximam, “Tempos difíceis”…porque os apoios internacionais do carácter solidário estão muito perto do fim, pois o país passará portanto, a ter outras responsabilidades e outras formas de tratamento da sua Economia no Mercado Financeiro Internacional. Até o ano 2013, o que continuaremos ter em Cabo Verde é um sistema de apoio cuja taxa nominal anda a volta de máximo de 2%, isto significa um empréstimo de relevo social, acreditando as Organizações Internacionais através das cooperações existentes como, por exemplo, Millennium Challenge Corporation – MCC ( EUA) e eventualmente outras cooperações com a República da China, Portugal (em crise), França (em Crise), Alemanha, Reino da Espanha(em crise) etc., que os países possam vir a entrar na rota do comercio internacional, criando assim melhores condições de vida para todos os seus cidadão e sobretudo menor dependência económico-financeira internacional. Continuar a ler

Por Adérito Barros

Uma Independência Prematura | Uma independência da classe política e não dos cabo-verdianos

Uma Independência da Geração Cabral

Quem foram os vitoriosos da independência foram as classes políticas – a Geração Amílcar Cabral, NÃO foram os Cabo-verdianos!

Hoje mais do que nunca devo dizer que devemos claramente perceber o que levou-nos a ser um País INDEPENDENTE, quando poderíamos ser um país puro e simplesmente LIVRE. A classe política do Grupo Cabral, a qual passo a chamar Geração Cabral, decidiu-se levar ao rubro as suas ambições políticas de tal maneira que se conseguiu a Independência de Cabo Verde, no entanto outros grupos de Cabo-verdianos talvez não “quisessem” a Independência propriamente dita, afinal já se percebia das dificuldades que o país tinha a nível de recursos disponíveis.

A geração Cabral não recuou na decisão, assim efectivou-se a tal Independência, que seria para eles, na minha opinião, uma Vitória política! Mas esta vitória traduzia-se claramente em oportunidades para o país do ponto de vista desta classe política. Porém, não se sabe lá muito bem quem tirou as vantagens com a Independência do Território Nacional; uns dizem que foram os Cabo-verdianos, outros dizem que apenas uma pequeníssima parte dos cabo-verdianos, mas Eu diria mesmo que quem saiu bem dessa batalha foram, sem margens para dúvidas, os políticos; os seus filhos; as suas famílias, enfim os seus amigos etc.
Conforme é sabido, os sacrifícios feitos pelos cabo-verdianos para se conseguir alguma coisa para comer eram tremendamente difíceis, claro que as 3 refeições ao dia, dentre milhares das famílias seriam ainda mais difíceis, ou melhor dizendo quase que impossível de se conseguir.

Aqueles cabo-verdianos que puderem imigrar – não hesitaram. Mas tem um problema, para emigrar eram precisos dinheiros, quanto mais não seja, para cobrir as despesas com as Viagens, contudo para se conseguir um trabalho, na altura, não era nada uma tarefa fácil, assim se não tivéssemos uma família próxima da classe política, como devemos calcular era quase que impossível conseguir o trabalho – conseguia-se trabalho na verdade, mas por conta própria: Acartar “brita”; Agricultura, pesca etc.

A Independência de Cabo Verde limita-se apenas a classe política e…nada mais! Continuar a ler

Por Adérito Barros

Pensar Independência – Pensar atitudes Cabral

 

 

Pensar atitude Cabral – Pensar Independência©


... Eu acho que talvez  não…

O patrono da Independência Giné-Bissau- Cabo Verde

Amilcar Cabral

Amílcar Cabral foi de facto uma personalidade ímpar e singular para as duas Nações (Cabo Verde e a Guiné-Bissau) Lutou para que a independência fosse verdadeiramente um ganho sem precedentes, para que fosse uma vantagem perpetuamente estendida no tempo. Passaram mais de 35 Anos, em que os Países conseguiram, através do mérito Cabral, tornar-se em países livres e Independentes. Hoje, ele é considerado o pai da Nação Cabo-Verdiana e evidentemente a cor da bandeira e o hino de Guiné-Bissau e é também, para mim, um princípio que disciplina a cabo-verdianidade e o orgulho de ser e representar a tal “Lusofonia”.

Os anos passaram, as coisas mudaram… porque hoje vemos as coisas e pensamos o que poderíamos ter feito se o tempo voltasse ao mesmo momento em que o célebre Cabral viveu – pré-independência.

Cabo Verde

Cabo-verde ganhou importantes avanços a vários níveis, desde o desenvolvimento Agropecuária a Turismo e da Educação a Investigação. Melhorou exemplarmente quase todos indicadores macroeconómicos, o Índice Desenvolvimento Humano (IDH) foi melhorando, cada ano um pouco mais, tal como também aconteceu ao nível do desemprego em que o país deu importante passos, ainda que existem diferenças substancias no acesso ao emprego, desigualdade de oportunidades entre os géneros, existem menos crianças abandonadas, a mortalidades infantil, hoje, é muito baixo comparativamente com os anos após a independência. Claro que, falamos desses apenas como o título de exemplo porque efetivamente existem outras áreas em que o país desenvolveu importantes acções que o permitiu ter um performance responsável a nível internacional e aumentar consequentemente a sua projeção no mercado com que este partilha as suas transações económicas.
Por outro lado, Guiné-Bissau, é um país que não podemos dizer , infelizmente o mesmo que o seu congénere e irmão – Cabo Verde.

Guiné-Bissau

A instabilidade no mercado local, bem como as dificuldades estruturais graves que acompanhou o país desde a sua independência, são alguns problemas que fez com que este fosse considerado por vários anos consecutivo, um dos países mais pobre e um dos piores países do mundo para se viver. Como se não bastasse, o País entrou na rota do comércio da droga, passando assim a ser literalmente governados pelos traficantes, o que culminou com fortes golpes ao Estado de direito, assim como graves problemas sociais, entre outros problemas que torna o país num ainda muito mais vulnerável. No entanto há vários recursos que o país tem vindo a aproveitar para tentar lançar-se rumo ao desenvolvimento, juntamente com os esforços incasáveis das autoridades nacionais. Continuar a ler

Por Adérito Barros